Se a justiça não decidir, greve de ônibus deverá ser das mais longas

GrevePassageiros foram ao Terminal Santo Antônio ao longo desta sexta-feira, mas os ônibus, não

A paralisação dos motoristas do transporte coletivo de ônibus de Sorocaba teve início no final da tarde de quinta-feira, prosseguiu ao longo desta sexta-feira, ficará suspensa no fim de semana, vai ser retomada na próxima segunda-feira (26/06) e deve ser uma das mais longas da história da cidade.

De um lado, o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, que indica que não vai abrir mão do que foi proposto pelo Tribunal Regional de Trabalho em audiência de conciliação. Do outro, empresas e Urbes (empresa que gerencia o transporte urbano de Sorocaba) dizendo que a proposta vai onerar os cofres públicos além do que é a capacidade hoje da prefeitura.

Durante audiência no TRT, o tribunal apresentou uma proposta de reajuste nos salários de 4% retroativo a maio, mais 2% em janeiro de 2018, aumento no vale refeição para R$ 21,00 por dia a partir de outubro e na participação nos lucros e resultados (PLR) para R$ 1.560,00.

Justiça decidirá

A proposta do governo Crespo, manifesta às empresas, é de 4%, o que repõe a inflação. Assim, caberá à Justiça decidir. O que significa que até lá a greve deverá seguir, ou seja, será uma das mais longas da história tendo em vista que sempre que houve impasse em 3 dias no máximo a prefeitura cedia e a greve acabava.

Ao se levar em conta as manifestações dos ouvintes do Jornal da Ipanema e do Jornal da Cruzeiro, na manhã de hoje, a população tem posição contrária à greve. De cada10 ouvintes, apenas 1 via na prefeitura a responsabilidade pela greve e 9 diziam quea culpa é do sindicato.

Aumento de tarifa

A reposição da inflação, como aceitou a prefeitura, evita um aumento na tarifa. Qualquer coisa acima disso ameaça o valor da tarifa novamente e ela já foi aumentada em março para cobrir déficit do aumento anterior, feito há mais de um ano, mas até então não recuperado. O déficit cresce progressivamente. Estimativa deste ano é de R$ 70 milhões.

Mas cálculos iniciais da Urbes indicam que o impacto do reajuste proposto pelo TRT, se vier a ser tornado obrigatório após o julgamento, será de R$ 5,6 milhões este ano e mais R$ 4,8 milhões no início de 2018 (janeiro a maio). Somados chegam a R$ 10,4 milhões que ainda será somado ao déficit de R$ 70 milhões de hoje.

Ou seja, se o Sindicato dos Motoristas conseguir essa vitória, arrisco dizer que o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais não conseguirá nada em outubro, data em que o prefeito pretende sentar e discutir algum reajuste à categoria que desde janeiro espera por reajuste.