Se aprovado o impeachment, Dilma segue como presidente na 2ªfeira. Entenda a votação

Observo muita confusão a respeito do processo de impeachment. A lei prevê um rito. É importante lembrar que a votação na Câmara neste domingo (17/04) é autorizativa, ou seja, o representante do cidadão (deputados federais) abre caminho para que o representante dos Estados (senadores) aprove o impedimento ou não da presidente em seguir exercendo o seu mandato. Se não houver imprevistos, caso aprovado na Câmara, o rito do Senado terá definição em cerca de 20 dias, um pouco mais, o que faria a presidente ser afastada em 11 de maio pelo período de 180 dias que é o tempo que ela terá para ser acusada e se defender. Neste período, é o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) quem conduz os trabalhos do Senado que, exclusivamente, se dedicará ao tema impeachment. Enquanto estiver afastada, o vice-presidente, Michel Temer, assume o cargo de presidente e tem autonomia para mudar e mexer no que desejar no governo. O final do desfecho do impeachment acontece em outubro. Se ela perder, a presidência segue com Temer. Se ela ganhar, Dilma volta a ser presidente.

O primeiro processo de impeachment no Brasil pegou o então presidente Collor em 1992. Mas assim que perdeu na Câmara, antes do processo chegar ao Senado, ele renunciou.