Secretário de Relações Institucionais e Metropolitanas comunica sua ausência e pede desconto do salário

SaidaKikoNão há nada de ilegal, imoral ou antiético nos dias em que o secretário de Relações Institucionais e Metropolitanas, Francisco Pagliato Neto, está fora da Prefeitura de Sorocaba. Ele, antes de se ausentar do serviço, enviou à prefeita Jaqueline Coutinho, como mostra a foto que ilustra esta nota, comunicado dizendo que estará fora entre os dias 6 e 13 de setembro e pede que seja descontado esses dias dos seus vencimentos.

Quando Rodrigo Moreno se ausentou do cargo de secretário da Saúde entre os dias 30 de junho e 7 de julho tive a mesma opinião.

Em que pese opiniões, críticas e manifestações contrárias, a decisão do secretário Pagliato é exemplar do ponto de vista legal, moral e ético. Sua ausência foi preparada e os programas da sua pasta seguem conduzidas sem prejuízo ao andamento das ações de sua pasta. Secretário não é funcionário de carreira, tem data marcada para sair do serviço e encaro como missão de quem abre mão, por um período, de sua carreira pessoal para servir a um projeto político e de governo escolhido pelo eleitor. Não fosse isso, nem secretário deveria existir, bastaria colocar um servidor de carreira no cargo. Mas isso significaria outro regime e não este que está em vigor.

Assim como Rodrigo Moreno que se ausentou para se encontrar com sua filha, Francisco Pagliato Neto também foi cumprir compromisso assumido com os filhos. Ponto. Qualquer outra situação extrapola a intimidade do homem público e, portanto, não é do interesse de ninguém.

Obviamente que o mais fácil, se eu tivesse a intenção de agradar alguém e não perseguir os fatos como eles são, seria atacar pedra nesta e outras situações similares. Mas, repito, meu compromisso é contar o que o secretário foi fazer: ele foi se encontrar com os filhos sem custo algum ao erário público.

MP em ação

Sem informação oficial da sua ausência, e sem ter dado publicidade aos dias em que ficou fora do governo, ainda durante a gestão do prefeito Crespo, a hoje vereadora e então secretária da Igualdade e Assistência Social, Cíntia de Almeida, virou alvo do promotor Orlando Bastos Filho. Após essa ação, a prefeitura informou que ela também comunicou sua ausência do cargo e sem vencimentos.

Questionei o promotor Orlando Bastos Filho sobre o andamento da ação contra Cíntia de Almeida, uma vez que à época ele manifestou que ela não tinha direito a férias, mas desde a semana passada ele não retornou ao meu questionamento.