Secretário quer convencer que taxa e contribuição são diferentes. Não são

PilaoCacique

Secretário, na rádio Cacique, afirma que não é Taxa de Iluminação, mas de Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação. Pouco importa o nome quando se é obrigado a pagar

O secretário de Conservação, Serviços e Obras de Sorocaba, Fábio Pilão, agendou entrevista nas rádios Cruzeiro FM (92,3Mhz) e Cacique (AM 1160 Khz), nesta semana, para defender a criação da taxa de iluminação.

Foi repetitivo nas duas entrevistas ao dizer que a crise financeira que o país está passando gera impactos nos municípios (o prefeito Pannunzio não se cansava de dizer isso) e que a necessidade de dinheiro em caixa falou mais alto do que qualquer desgaste político: “Sorocaba não é uma ilha e foi afetada pela crise. Houve uma diminuição da arrecadação e está atravessando dificuldades econômicas. Temos que buscar formas de compensar esse déficit de arrecadação”, afirmou.

Ele explicou que o objetivo da Prefeitura de Sorocaba é arrecadar cerca de R$ 38 milhões por ano com o novo imposto. Mas, ainda é mistério, a resposta da pergunta: para sempre o sorocabano vai pagar essa taxa ou por período de tempo?

E, por incrível que pareça, Pilão quis convencer os ouvintes e jornalistas das duas emissoras que não se trata de Taxa de Iluminação, mas de Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP). Como se houvesse diferença entre taxa, imposto, contribuição ou seja o nome que tiver quando o cidadão é obrigado a dar mais dinheiro (sejam R$ 4,00 ou R$ 11,00) ao poder público.