Sem chuva há 32 dias, hospitais lotam e cai nível da represa

Sábado passado de manhã vi uma senhora colocando fogo num monte de lixo, na calçada da sua casa, na avenida Américo Figueiredo e parei meu carro para chamar a atenção dele. E ela ficou bravo, disse que o problema era dela. Expliquei que o problema era meu e de milhares de sorocabanos que estão sofrendo com o tempo seco.

Depois, sábado à noite, saindo da zona norte em direção à zona oeste, passando pela baixada do Jardim Nova Esperança para ir ao Wanel Ville me deparei com uma névoa de fumaça sobre o bairro. Assustador. Coitadas das pessoas que estão submergidas naquele ar poluído.

O fato é que a falta de chuva significativa, segundo dados do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Sorocaba, divulgados na tarde de hoje, completa 32 dias nesta segunda-feira (16 de julho).

A consequência nº 1 dessa estiagem é: as unidades de saúde estão lotadas. O padre Flávio Miguel, provedor da Santa Casa de Sorocaba, me disse que registrou o aumento de 40% de casos de pessoas com problemas respiratórios e gripe H1N1 na unidade. Nas outras 7 unidades de urgência e emergência da cidade, me diz a secretária da Saúde, Maria Elaine Pereira, o aumento foi de 35%.

A consequência nº 2 dessa falta de chuva é: a redução no nível na represa do Ferraz, de 40% de sua capacidade na semana passada, para menos de 20% no dia de hoje, ou seja, o abastecimento de água na região do Éden e Cajuru é grave.

A boa notícia é que apesar da redução gradativa, percentualmente os níveis nas represas que abastecem a ETA Cerrado estão estáveis, com 90% na represa Ipaneminha e a represa do Clemente praticamente cheia, já que existe o compromisso da empresa Votorantim Energia em liberar a água da represa de Itupararanga, para sempre manter estável o volume na represa do Clemente.

O que fazer

Primeiramente as pessoas devem se vacinar na rede pública, gratuitamente, contra a gripe, sarampo e poliomielite. Depois seguir uma higienização rigorosa das mãos. E o primordial: tomar muita água.

Para que não falte água, fazer o uso racional da água.

FOTO: Vista da linha do horizonte de Sorocaba mostra uma névoa de poluição cobrindo a cidade

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