Sete meses depois, UFSCar Sorocaba tem novo ataque racista

O campus de Sorocaba da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) voltou a registrar a pichação de mensagens racistas e de morte contra uma aluna nas portas do banheiro feminino no prédio do Centro de Ciências Humanas e Biológicas, na última sexta-feira. Fato semelhante já havia ocorrido em novembro de 2018.

Nas duas ocasiões a direção da UFSCar repudiou a atitude, mas não chegou a conclusão no caso de novembro e agora abriu uma comissão para identificar o autor e dessa vez vai usar imagens de câmeras de segurança na investigação.

Na pichação identificada na sexta-feira passada, as mensagens foram escritas com caneta vermelha e trazem ameaças a uma jovem negra com as frases: “Sua morte está próxima”, “preta desgraçada” e “fora negros”. O nome da aluna vítima do atentado deste ano está sob sigilo.

Caso de novembro

Em novembro do ano passado, também na porta de um banheiro da instituição, havia o desenho de duas suásticas que remeteriam ao nazismo e as frases “Preta imunda” e “Vai morrer” para Thalita Suzan Souza, na época com 22 anos, estudante do curso de engenharia florestal, membro do centro acadêmico, diretora da atlética, vice-presidente do conselho de entidades da universidade, cotista e bolsista. O ativismo no movimento estudantil a tornou conhecida na instituição.

No final do ano passado, a Direção do Centro de Ciências Humanas e Biológicas, emitiu nota onde dizia: “lamentavelmente, nosso campus entrou na lista das instituições de ensino com aumento de comportamentos inaceitáveis de ódio, que têm se tornado mais públicos e declarados por parte da sociedade brasileira”.

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