Sinceridade de deputado sorocabano expõe o dilema do futuro do Brasil

Lippi

Deputado entende que o mais importante, no momento, é salvar as conquistas econômicas e levar o Brasil até a eleição de outubro de 2018

Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo indica que os parlamentares do PSDB na Câmara dos Deputados pressionam a cúpula da legenda para decidir na terça-feira (06/06) – primeiro dia do julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) – , a saída do partido da base aliada. A proposta vem dos “cabeças pretas”, ala mais jovem da bancada, mas também tem o apoio de deputados mais experientes, que avaliam não haver mais condição da legenda continuar apoiando o governo Temer, independentemente do resultado final do julgamento do TSE.

Diante disso, quis saber qual a posição de Vitor Lippi (um dos cabeças pretas, referência ao cabelo que ainda não ficou grisalho em que pese o sorocabano ter 58 anos), que ao lado de Jeferson Campos é o sorocabano que está no dia-a-dia do Congresso Nacional e tem a responsabilidade de resolver o imbróglio político no qual o país está mergulhado.

Lippi, afirma (leia a íntegra abaixo) que está mais preocupado com a economia do que com a reeleição dele ou o sucesso do PSDB na eleição de 2018. Mas é sua despedida, dizendo-se resiliente, que explica o dilema pelo qual passam todos os congressistas.

O que afirmou Lippi

“Caro Deda , realmente o clima está quente no partido.  Parte da bancada sente a impopularidade crescente do governo agravada pelas denúncias. As discussões tem sido difíceis.  Minha posição muito clara , é primeiro pensar no Brasil , depois no partido. É fundamental que a prioridade número um dos deputados seja sair desta terrível crise econômica que vem trazendo desespero a milhões de desempregados, empobrecimento, endividamento das famílias e empresas e o fechamento de milhões de micro, pequenas, médias e grandes empresas no Brasil.  A situação começou a melhorar com as reformas, mas com o agravamento da instabilidade política temos o risco de perder tudo é ter um próximo ano ainda pior.  Temos que pensar nos desempregados, nos humildes, nos fechamento das empresas, do comércio que está numa situação insustentável. Se houver a decisão definitiva do TSE, aí por eleição indireta escolheremos um novo nome para um mandato tampão. Não quero contribuir para que meu partido agrave ainda mais a desconfiança é a incerteza, isso só piora ainda mais a situação do Brasil e dos brasileiros. É hora de responsabilidade e não de conveniências eleitorais. Mesmo com desgaste, temos que fazer o melhor pelo nosso povo e pelo nosso país. Manter as reformas para sair da crise! Um abraço resiliente!”

Praticar a resiliência

Afirmo que a despedida do deputado é o que demonstra, com transparência, o sentimento dele, mas que entendo se estende por todo o Congresso, uma vez que, ensina o dicionário, do ponto de vista psicológico, a “resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas – choque, estresse etc. – sem entrar em surto psicológico, emocional ou físico, por encontrar soluções estratégicas para enfrentar e superar as adversidades. Nas organizações, a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém se depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças estratégicas na pessoa para enfrentar a adversidade. A resiliência de um indivíduo dependerá da interação de sistemas adaptativos complexos, como o círculo social, família, cultura, entre outros. A resiliência pode se apresentar ou não em vários domínios da vida de uma pessoa (saúde, trabalho, escola etc.) e variar ao longo do tempo”.

Que o brasileiro cultive a resiliência.