Sindicato precisa apontar casos de cabide de emprego em terceirizadas

Assim que o programa Fantástico da Rede Globo anunciou a reportagem “Esquema que envolve políticos usa empresas como cabide de emprego” na noite de domingo, o presidente do Sindicato dos Médicos de Sorocaba, Eduardo Luís Vieira, me mandou mensagem dizendo que há 5 anos ele vem fazendo essa denúncia.

Na reportagem, que cita as cidades de Guaíba, Triunfo e Canoas no Rio Grande do Sul, além de Campo Grande no Mato Grosso e Ribeirão Preto no interior de São Paulo, aparecem empresas das áreas de limpeza, segurança e saúde contratadas pelas prefeituras dessas cidades para prestar serviço que originalmente era feito por servidor público de carreira (funcionalismo público concursado). Na reportagem são coitados casos de vereadores que aprovam lei para beneficiar essas empresas, prefeitos e secretários, enfim, agentes públicos, que promovem duas irregularidades: 1) indicam quem essas empresas devem contratar (no geral são pessoas que trabalharam na campanha dos políticos eleitos e como pagamento recebem o emprego); 2) essas terceirizadas contratam funcionários (algumas vezes que não existe, com documentação falsa ou irregular) para maquiar os valores que recebem.

Os 5 anos aos quais se refere o presidente do Sindicato dos Médicos de Sorocaba, de que aqui existe a mesma prática, não há denúncia que sustente esses dois crimes. Ao menos que eu saiba. Falar em tese, como fala o presidente do Sindicato dos Médicos de Sorocaba, é importante, mas insuficiente. Que o médico Eduardo Luís Vieira formalize essa denúncia na polícia ou no Ministério Público dando o nome daqueles que foram ou estão sendo beneficiados pelos vereadores, secretários e se for o caso dos prefeitos dos últimos 5 anos e, também, das empresas contratadas e que completam o círculo de corrupção.

Vale lembrar que está em início uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara de Vereadores para investigar pagamento em duplicidade de exames da Cies Global e que o contrato entre prefeitura e Cies foi rompido assim que os vereadores arquivaram o pedido de uma Comissão Processante para cassar o mandato do prefeito em razão desse contrato.

Certamente, Eduardo Luís Vieira terá como colaborar.

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