Somente o medíocre julga o cargo de gerente como uma “boquinha”

Apenas o raciocínio mediano ou ignorância do leitor deste blog, Adalberto Arruda, explica o seu insulto a mim quando se manifestou na minha postagem “Entenda os custos da Santa Casa de Sorocaba antes de tomar partido”.

Para ele, essa postagem é campanha a favor da candidatura do governador Márcio França, que concorre à reeleição. Nada contra a sua interpretação, as pessoas são livres para pensarem e expressarem o que desejam. Porém, quando ele diz o motivo disso que ele acha que estou fazendo tem como finalidade eu “manter a boquinha”, não posso me silenciar, pois é uma oportunidade de ser didático e explicar o contexto do que é ser servidor público.

Primeiramente vale a explicação de que Adalberto (que nem sei se existe, pois não há referência a ele em sua página de Facebook, somente que defende o candidato a presidência Jair Bolsonaro e compactua e compartilha de suas idéias, fatos do qual sou antagônico, que fique o registro) fala em boquinha devido ao cargo que ocupo no momento, de gerente regional da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) da Regional de Sorocaba, cargo para o qual fui indicado pelos deputados Jefferson Campos e Carlos Cézar, como desde o início fiz questão de afirmar.

Em seguida, é importante a percepção de que os atos de um gerente estão além do que prevê a legislação de um concursado para trabalhar na CDHU e que tem a estabilidade prevista no regimento do servidor público. Assim, quando faz o concurso, o candidato sabe que ao ser nomeado terá de desempenhar a função específica para isso. O gerente é um cargo político, de defesa e implementação de uma linha de trabalho do governo de plantão.

Para dar um exemplo, conto que ao me apresentar aos vereadores de Votorantim, numa sessão da Câmara no final de agosto, fui recebido com um Moção de Repúdio, apresentada por Héber Martins e aprovada por unanimidade pela Casa de Leis. Vejam: no dia em que fui me apresentar como gerente. Não está previsto que nenhum concursado passe por esse constrangimento. Enfim, ao contrário de ficar chateado, gostei da franqueza dos parlamentares, pois há 20 anos os moradores do conjunto da CDHU de Votorantim sofrem sem explicação para problemas que existem desde a entrega das moradias em 1997. Estou, desde então, mergulhado em entender o que levou ao problema e focado em resolvê-lo.

Minha rotina se resume a entrar para trabalhar antes das 8h e sair depois das 18h. Vejo esse momento, como gerente, como uma missão de ajudar quem mais precisa e tem poucos recursos (não apenas financeiros), mas de acesso a quem pode resolver ou atenuar os problemas delas. Portanto, entender que faço algo com a intenção de manter uma boquinha é uma afirmação totalmente distorcida da realidade. Ou seja, somente uma pessoa medíocre, que mede os outros pela régua que mede a si próprio, sai atacando quem não conhece. O servidor público, seja concursado (que ficará no cargo até se aposentar) ou comissionado (que fica no cargo por tempo fixado pelo governante), merece o respeito da sociedade.

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