Sorocaba, assim como todo o Brasil, se dividiu em relação à condenação de Lula: Tribunal de Exceção x Crença na Justiça

LulaCondenadoForam centenas de memes no whattsapp, de ambos os lados, ao longo de todo o dia com as pessoas se divertindo ou se indignando com o resultado do julgamento do recurso do ex-presidente Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.

“A democracia como réu num Tribunal de Exceção”, sentenciou a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba diante do resultado. Em São Paulo, uma multidão se concentrou na Praça da República, e no meio deles Izídio de Brito (ex-vereador) e Francisco França (atual vereador) do PT em Sorocaba. Momento de indignação o Tribunal de Exceção que condenou Lula ao invés de um julgamento baseado na legislação. Não há provas, alardearam nas redes sociais os pró-Lula.

Comemoração

“Eu acredito na justiça, e no Brasil!” Assim comemorou o deputado federal Vitor Lippi, que apenas em Sorocaba em sua eleição para a Câmara recebeu mais de 130mil votos e votou pelo impeachment de Dilma e a favor de todos os itens das reformas feitas por Temer e que são condenadas pelos militantes de esquerda.

Lippi escolheu um lado logo de cara quando assumiu o mandato e espera que aqueles que são contra Lula deem nova chance a ele.

Ele externa o sentimento daqueles que se referem ao pró-Lula de “militontos”. Pessoas que espalham que a corrupção existe no mundo inteiro, mas apenas no Brasil ela tem fã-clube, numa referência aos apoiadores de Lula.

E agora?

Se a sentença será suficiente para tirar Lula da eleição de outubro, a partir de agora, se torna o grande debate.

Um lado arvora para si a razão, sem dar chance para entender o motivo do outro pensar como pensa.

O abismo que separa os brasileiros no Brasil ajuda a externar o ódio, a frustração, que cada um, com a sua certeza, carrega.

Não sinto que virão melhores dias. A eleição, em si, que no passado teve a força de aglutinar as pessoas, desta vez será apenas mais um calendário na agenda de frustração seja qual vier ser o resultado. A história mostra que apenas uma grande dor coletiva é capaz de reunificar uma comunidade, dando às pessoas que sobrevivem o sentimento de pertencimento. A dor é provocada por catástrofes, guerras e ações externas. Quem pensa numa grande mudança coletiva pelo amor terá, antes, de propor essa grande revolução interna a cada cidadão sem que haja, como a história mostra, a ridicularização de propostas nessa direção. Utopia, obviamente.

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