Sorocabano esconde a preferência pessoal sobre PSDB seguir com Temer

VLCamara

Sorocabano vai seguir o que o partido decidir, mas preocupação é aprovar as reformas

A permanência do PSDB na base governista é considerada pelo presidente Temer determinante para evitar uma debandada geral de aliados e esse mistério pode acabar nesta quinta-feira (08/06) quando, após convocação da direção nacional do partido, acontece uma plenária que deve reunir os principais tucanos do Brasil, com e sem mandato, para selar a posição da legenda sobre a permanência ou desembarque da gestão Temer.

Conversei com o deputado federal sorocabano Vitor Lippi, um dos chamados cabeças pretas do partido (parlamentares com menos tempo de ação na Câmara), para saber o que vai acontecer e sua resposta foi: “No momento a maioria dos deputados está muito preocupada com uma nova paralisação da economia e seus riscos de aprofundamento da crise e do desemprego, um cenário muito ruim para o Brasil e para os brasileiros. A tendência é a prudência de não agravar ainda mais a situação. É verdade que parte dos nossos deputados quer a saída dos ministros do nosso partido. Agora é esperar quinta e acompanhar o julgamento do TSE”.

Ou seja, Lippi não diz se sua vontade é a permanência ou desembarque da gestão Temer. O que deixa claro é que irá acatar o que os tucanos (graúdos e novatos) decidirem amanhã. Ele, em sua resposta, parece dizer que pouco importa o que aconteça desde que “uma nova paralisação da economia e seus riscos de aprofundamento da crise e do desemprego” estejam afastados. E, justamente, é esse o cenário com que se trabalha o PSDB, afinal, para as reformas Trabalhista e da Previdência se concretizarem é ou não necessária a permanência de Temer na presidência? E, mais: para as reformas avançarem, na hipótese de Temer ficar, é preciso que o PSDB seja governo? Por fim, aos olhos do eleitor, o PSDB está sendo importante para manter ou tirar Temer da presidência?

Lippi, e todos os tucanos, sabem que está em jogo o futuro do partido na eleição de 2018. Sabem, principalmente, que precisam se posicionar, com clareza, ao eleitor. Lula, mesmo que não possa vir a ser o candidato, já posicionou o PT: contra Temer.