Sorocabano fala de identidade no maior congresso de rádio do país

O 28º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, o maior encontro de rádio e TV do país, reuniu nos dias 21 e 22 de agosto, em Brasília, importantes personalidades do setor, nacionais e internacionais, debatendo o papel e as perspectivas do rádio e da TV em tempos de novas tecnologias. A organização foi da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão).

O painel de debate “Rádio, uma mídia cada vez mais local e interativa. Esse é o futuro?” teve a presença de Ricardo Boechat (BandNews FM), Milton Jung (CBN) e Nilson Cesar (Jovem Pan) debatendo a importância do rádio na valorização da identidade local e interação com a sociedade.

“Quando surgiu a TV, falaram que o rádio ia morrer. Depois veio a internet, e disseram a mesma coisa. O rádio é imortal. É um veículo que sempre terá seu espaço e seu público. A evolução da tecnologia trouxe uma diversificação de maneiras de como acompanhar o rádio”, diz Nilson César.

Com a experiência de quem já narrou oito Copas do Mundo e mais de 200 corridas de Fórmula 1, Nilson Cézar ratificou: “o rádio é o meio de comunicação mais democrático e interativo do mundo. Com as novas tecnologias, o cidadão que está nos Estados Unidos pode ouvir notícias da sua cidade com apenas um clique. Isso é fantástico. O rádio jamais vai morrer, porque ele é o veículo de comunicação que melhor se adapta a qualquer nova tecnologia existente, por isso o rádio é um sucesso”.

O apresentador da rádio CBN, Milton Jung, ressalta que o Congresso da Abert é um importante fórum para discutir estratégias de o jornalismo profissional persistir no compromisso com a verdade e responsabilidade. “Empresas e profissionais do jornalismo têm um compromisso com a sociedade, que é apurar, investigar e divulgar notícias relevantes, oferecendo ao cidadão o acesso à verdade dos fatos. E, somente assim, continuaremos a combater o que passou a ser chamado de fake news”, disse.

O apresentador da BandNews FM, Ricardo Boechat, finalizou os debates do painel e apontou que o rádio está inserido no cotidiano das pessoas: “A pessoa escuta rádio no carro, em casa, no trem, correndo, caminhado. Só o rádio permite que a pessoa consiga ouvir e fazer outra coisa ao mesmo tempo. Isso fará com que o rádio sempre seja uma fonte de informação”.

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