Um mês depois do ato que deu início a crise política mais evidente da história da cidade, prefeito não reconhece o fato e continua a tratá-lo como incidente

CrespoEeu200717Durante entrevista nesta quinta-feira (20), ao Jornal da Ipanema, da Rádio Ipanema, 91,1 FM, o prefeito José Crespo (DEM) negou haver crise política após o caso da diploma da ex-assessora Tatiane Polis e tratou o caso entre ele e a vice-prefeita Jaqueline Coutinho (PTB) como “incidente”. A entrevista foi conduzida por mim e, apesar de minhas provocações, de idas e vindas ao tema, não consegui fazer o prefeito assumir o que é evidente, a maior crise política da história da cidade que originou inquérito no Ministério Público, investigações na Polícia Civil e duas ações na Câmara de Vereadores (CPI e Comissão Processante). O afirmou que “respeita a vice-prefeita e continuará respeitando”.

Escrevi neste blog, e falei na coluna O Deda Questão no Jornal da Ipanema e Flash News na rádio, que via Crespo concentrado no problema e não na solução do problema. Mas refletindo sobre o seu comportamento na entrevista de hoje, fico com a sensação que, antes de mais nada, é preciso que o prefeito reconheça que há sim um problema e não somente um incidente como ele insistiu em dizer.

Não importa o ramo da ciência que se escolha, seja na área das ciências sociais, matemáticas ou até mesmo biológicas, há quase que uma unanimidade no conhecimento dando conta de que é preciso assumir o problema para resolvê-lo, ou seja, os incidentes – como diz o prefeito –  não se resolvem sozinhos. A situação, fatos, opiniões não se ajeitam se os envolvidos não fizerem a sua parte.