Vereador flagra metade da frota de ambulância do Samu parada em manutenção na oficina. Há quatro anos, vereadores daquela legislatura já haviam constatado o mesmo problema. Por que nada muda?

SamuO vereador Fausto Peres (Podemos) foi à Central de Atendimento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), nesta quarta-feira, conhecer o funcionamento do órgão e, em conversa com médicos, funcionários e coordenadoria, constatou que apenas 5 ambulâncias estão em circulação e as outras 5 estão em manutenção, ou seja, estão paradas na oficina.

Fosse um problema momentâneo, o entendimento para o problema seria.

Mas basta uma pesquisa naquilo que já foi publicado (uma pesquisa feita então nos arquivos do Samu vai demonstrar com uma precisão muito mais segura a dimensão do problema) para se verificar que as ambulâncias do Samu enfrentam o mesmo problema de estarem em manutenção ao menos desde 2013. Naquela legislatura, os vereadores de então Izídio de Brito e Pastor Apolo constataram que das mesmas 10 ambulância, 3 estavam paradas e em manutenção.

O problema, portanto, não é momentâneo e nem de hoje. Ou seja, por que nada muda? Mudou o prefeito, mudou o secretário da saúde, mudou o gestor, mas o problema segue sendo o mesmo. Até quando?

Situação de 2017: 50% parada

Sorocaba, atualmente, tem 5 ambulâncias em circulação e outras 5 estão em manutenção, ou seja, 50% da frota está parada na oficina, explica Fausto Peres.

Devido ao uso contínuo, 24 horas por dia, 7 dias da semana, é comum a manutenção frequente das viaturas do Samu, porém a agilidade no serviço é que fará com que essa parada mecânica não interfira nos atendimentos do Samu, explicou Fausto Peres.

No início do ano foi realizada uma regularização do Samu, na qual Sorocaba passou a receber R$ 460 mil a mais de repasse estadual para a saúde e por isso “vou procurar saber onde está sendo empregado este valor, pois a saúde não pode ficar como está”, finaliza Fausto Peres.

Situação de 2013: 50% parada

Os vereadores Izídio de Brito, Pastor Apolo e Fernando Dini, da Comissão de Educação, Saúde Pública e Juventude na legislatura de 2013, constataram o mesmo problema em 2013 quando foram fiscalizar a frota de veículos da prefeitura que estavam fora de circulação por conta de problemas como falta de manutenção. Entre esses veículos estavam 13 ambulâncias e 3 viaturas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Nessa época, Sorocaba tinha 5 ambulâncias de suporte básico e duas ambulâncias de suporte avançado. Ou seja, 3 de 7 estavam paradas em 2013, um percentual muito perto de 50% como ocorre hoje, 4 anos depois.