Vereadores começam a ser pressionados a votarem contra o projeto da prefeitura que não quer mais pagar em dinheiro a falta abonada dos servidores públicos

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Salatiel, presidente do sindicato, em foto de arquivo no Jornal da Ipanema, afirma que não pagamento em dinheiro de falta abonada é prejudicial ao servidor e começa pressão sobre os vereadores para que votem contrariamente ao projeto que muda essa regra

Até o momento, com exclusividade, apenas este blog e a coluna O Deda Questão no Jornal da Ipanema (FM 91,1Mhz) trataram do projeto de lei protolocado na Câmara de Sorocaba pela então prefeita em exercício, Jaqueline Coutinho, que visa excluir da lei vigente desde 1991 a possibilidade de pagar, em dinheiro, as 6 faltas abonadas (quando o funcionário não trabalha, mas mesmo assim recebe seu salário sem desconto) que o funcionário público da Prefeitura de Sorocaba tem direito.

O prefeito Crespo explicou que além de não pagar em dinheiro pelas faltas abonadas, o projeto de lei pretende que o funcionário para gozar desse direito terá de avisar antes o chefe que assim o fará e terá de ter a autorização dele. Atualmente, quando um funcionário falta, ele alega que está usando de suas faltas abonadas. Além disso, o benefício da falta abonada não poderá ser usado nas pontes de feriados.

O projeto entraria em deliberação hoje para que as comissões da Câmara que precisam analisar este projeto antes dele ser colocado na pauta de votação, mas foi retirado a pedido do vereador Engenheiro Martinez, presidente da Comissão de Justiça da Câmara.

Sindicato é contra projeto e inicia pressão

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Salatiel Hergezel, é contra o projeto e informou que contato com o gabinete do vereador Martinez foi informado que o referido projeto de lei não será levado ao plenário na sessão desta quinta-feira porque precisa do parecer das Comissões e parecer final da Comissão de Justiça.

O sindicato, informa Salatiel, está em contato com os demais vereadores pedindo apoio para rejeição deste projeto e orienta os servidores a entrarem em contato com seus vereadores para solicitar que votem contra. Para o sindicato, o projeto prejudica todos os servidores públicos municipais.

São 25 mil faltas abonadas e custarão R$ 3 milhões

Dados oficiais, revelados aqui com exclusividade, mostram que apenas no ano de 2016, a Prefeitura de Sorocaba teve o volume total de 24.794 faltas abonadas o que representou, em dinheiro para os cofres públicos, R$ 1.390.518,79. A previsão de gastos com faltas abonadas neste ano de 2017 é de R$ 3.382.904,32.