Viatura do Garra foi até a Prefeitura e agita ambiente. Polícia foi comunicar que não vê crime nas denúncias contra a vice

GaecoQuando uma viatura do Garra (Grupo Armado de Repreensão a Roubos e Assaltos), da Polícia Civil de Sorocaba, foi estacionada nos fundos do Palácio dos Tropeiros, onde fica a saída privativa do prefeito Crespo, por volta das 18h de hoje, houve uma agitação entre as pessoas que ainda estavam no prédio (a maioria dos funcionários deixa o serviço às 17h).

Dois funcionários foram até a prefeitura para enviar ofício afirmando que os 3 crimes denunciados pelo prefeito Crespo contra a vice-prefeita Jaqueline Coutinho a polícia não considera crime e não vai investigar.

A compreensão inicial é de que o comando da Polícia Civil de Sorocaba está agindo de maneira corporativa, ou seja, afirma que não há crime nas denúncias do prefeito em razão da vice, a acusada, ser delegada da polícia tendo se aposentando há cerca de um mês de suas funções.

Relembre as denúncias do prefeito

O prefeito Crespo denunciou a vice-prefeita Jaqueline Coutinho à Polícia Civil na tarde desta segunda-feira (17), conforme anunciou à imprensa em coletiva realizada em seu próprio gabinete no final da mesma tarde.

Na denúncia direcionada ao delegado seccional Marcelo Carriel, o prefeito José Crespo solicitou que a vice-prefeita Jaqueline Coutinho seja investigada dos eventuais práticas de três crimes baseados em improbidade por violação ao dever de atendimento ao princípio de legalidade na Administração Pública, por falta de decoro, injúria e assédio moral.

O primeiro crime

O prefeito afirmou que, a pedido da vice-prefeita usava profissional indicado por ela para trabalhar no Saae como motorista particular dos filhos, pais e dela própria e ainda serviria de “marido de aluguel”, realizando serviços domésticos em horário de expediente, tais como levar e buscar filhos na escola, os pais em consultas médicas, compras, etc.

O segundo crime

O prefeito afirma que a vice-prefeita pediu que um policial, de nome Dirceu Rossi, se passasse por servidor da prefeitura e pedisse documentos pessoais da assessora Tati na faculdade Esamc, onde ela fez seu curso superior.

O terceiro crime

O prefeito afirma que a vice-prefeita desacatou uma servidora, chamando-a de “mulherizinha” como exposto na postagem “Ouvi de importante assessor, logo após vice depor na CPI, que agora seria guerra. Mas não imaginei que fosse tão longe”