Vice-prefeita, mesmo como parte interessada no processo de cassação do mandado do prefeito, que terá o mérito julgado pelo TJ, não constituiu advogado para ficar no cargo: “não me sentiria confortável, fui eleita para ser vice”, afirmou

JaqueEstudioPosO prefeito Crespo teve seu mandato cassado pelos vereadores, ficou 42 dias longe da função, ocupa o mandato por meio de liminar concedida pelo Tribunal de Justiça – que ainda vai julgar o mérito da ação, portanto – e tem como a outra parte no processo a Câmara Municipal. Porém, como beneficiária, caso a decisão seja favorável à Câmara, a vice-prefeita Jaqueline Coutinho poderia constituir advogado e entrar nessa batalha jurídica para que Crespo seja cassado de modo definitivo e, assim, ela ficasse como prefeita. “Como terceira interessada nesse processo poderia mover ação e entrar nessa batalha, mas não me sentiria confortável, fui eleita para ser vice, mas claro que se a contingência de um processo, que é legítimo, o prefeito tiver que deixar o cargo eu assumo, como assumi, e darei o melhor de mim para a cidade”, afirmou ela hoje em sua primeira entrevista desde que voltou a ser vice-prefeita após ocupar, por 42 dias, o cargo de prefeita de Sorocaba, na coluna O Deda Questão no Jornal Ipanema (FM 91,1Mhz).

Respondendo a pergunta do ouvinte Sérgio Tenório, que habitualmente participa da coluna O Deda Questão, a vice afirmou que “não deseja voltar a ocupar o cargo de prefeita. Dedicidamente não desejo e não quero assumir [o cargo de prefeita]. Se eu quisesse eu teria saído candidata a prefeita”.

Jaqueline Coutinho defendeu sua opinião de que “não houve irregularidade na cassação. Não vi vícios na legislação, no procedimento político-administrativo ou judicial”.