Autor: Djalma Luiz Benette

Confira o nome dos 26 candidatos a deputados de Sorocaba nessa eleição

Salvo algum engano, ou registro de última hora que apareça no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), na eleição do dia 7 de outubro, 11 candidatos a deputado federal e outros 15 candidatos a deputado estadual de Sorocaba estão com seus nomes aptos a receberem votos. Uma mudança nesse quadro pode ocorrer se houver o indeferimento de alguma candidatura por problemas de documentação ou impedimento legal, de acordo com a lei eleitoral vigente.

Perfil público

Os dois deputados federais de Sorocaba (Jeferson Campos e Vitor Lippi) concorrem à reeleição, assim como os três deputados federais (Carlos Cézar, Maria Lúcia Amary e Raul Marcelo).

Depois de muita especulação, apenas 2 dos 20 vereadores da Câmara Municipal de Sorocaba decidiram concorrer a deputado:  Fausto Peres (estadual) e Vitão do Cachorrão (federal).

Três ex-vereadores tentam uma vaga a deputado federal (Izídio de Brito) e duas vagas a deputado estadual (Carlos Leite e Cláudio do Sorocaba 1).

Um ex-deputado estadual (Hamilton Pereira) tenta ser eleito para o mesmo cargo.

A vice-prefeita Jaqueline Coutinho, eleita na campanha do executivo de 2016, tenta pela primeira vez um mandato no legislativo.

Desse modo, dos 26 candidatos a deputado por Sorocaba na próxima eleição restam 14 que nunca tiveram nenhum tipo de mandato.

Perfil educacional

Além disso, dos 26 postulantes com base eleitoral em Sorocaba, 18 declararam ter Ensino Superior completo; 5 declaram ter Ensino Médio completo; 1 tem Ensino Superior Incompleto; 1 tem Ensino Fundamental completo; e 1 tem o Ensino Médio Incompleto. O ano de nascimento dos candidatos varia entre 1951 e 1980, ou seja, tem candidato que completa 67 anos de idade nesse ano e outro que fará 38 anos.

Perfil de profissão

Dos 26 candidatos de Sorocaba, 6 deles declararam que tem como ocupação profissional a atuação como Advogado; outros 4 preferiram se classificar como Deputado (embora seja sabido que tenham outra profissão); 5 dos candidatos sorocabanos não declararam a ocupação. Na lista ainda constam comerciante, empresário, economista, administrador, representante comercial, servidor público federal, cantor e operador industrial.

Veja a lista dos federais (ordem alfabética)

Elizângela Miguel (PR)

Jeferson Campos (PSB)

Izídio de Brito (PT)

Luiz Cláudio Santos Rosa (Podemos)

Marcus Dantas (PSL)

Márcio Tomazela (PMN)

Mônica dos Animais (PV)

Teresinha Baldino (PDT)

Vinícius Marini (Novo)

Vitão do Cachorrão (MDB)

Vitor Lippi (PSDB)

 

Veja a lista dos estaduais (ordem alfabética)

Adiene Brenga (PMN)

Carlos Cézar (PSB)

Carlos Leite (PDT)

Cláudio do Sorocaba 1 (PR)

Cunha (Novo)

Danilo Balas (PSL)

Fausto Peres (Podemos)

Hamilton Pereira (PT)

Hélio Godoy (PRB)

Ivan Rodrigues (Novo)

Jaqueline Coutinho (PTB)

Marcos Antônio Prezença (PHS)

Marcos Latino (PSOL)

Maria Lúcia Amary (PSDB)

Raul Marcelo (PSOL)

Campanha nas redes

Os candidatos sorocabanos estão programando ações de rua a partir deste final de semana, mas preferiram iniciar a campanha de modo efetivo nas redes da Internet.

Selo Social se consolida e já reúne 134 empresas, além do setor público

O Instituto Selo Social – que planifica estratégia de mobilização e integração de órgãos públicos, empresas e entidades sociais para fomentar e potencializar o desenvolvimento social de alguma localidade – já reuniu 134 entidades em Sorocaba, entre empresas, associações e sindicatos (alguns exemplos são a Associação Comercial de Sorocaba; empresas Johnsons, Kanjico, Júlio&Júlio, Unimed, Caixa, Iguatemi Business; além de entidades do terceiro setor como Senac, Senai, Sesi; Sindicato da Construção Civil) que buscam, agora, a união dos setores para a construção de projetos para a cidade.

Em um encontro, na última quinta-feira em Sorocaba, a organização Selo Social reuniu participantes dos 3 setores de 88 organizações participantes que cadastraram seus projetos sociais para o reconhecimento e a certificação do Selo Social – ciclo 2018. Em Sorocaba, o projeto atua pelo 5° ano em parceria com o Poder Público, por meio da Secretaria de Cidadania e Participação Popular.

A grande novidade deste ano foi anunciada pelo orientador e Presidente do Instituo Abaçaí Brasil, Áureo Giunco Júnior, na reunião realizada no Sorocaba Park Hotel. A partir de agora, os encontros terão mais um desafio: juntos, as organizações, que até então trabalharam com olhar interno para a sua causa, irão pensar juntos em um projeto que possa melhorar a cidade de Sorocaba. “Vamos juntos pensar em algo que venha a impactar positivamente a vida das pessoas de Sorocaba, é o pensar macro. Neste primeiro momento vamos elaborar a área de atuação deste projeto e posteriormente, criar estratégias de como viabilizá-lo”, conta ele.

Este foi o terceiro encontro do grupo que já cadastrou os projetos de sua organização por meio de uma plataforma digital, que concentra informações desde o estudo de realidade, objetivo da ação até os impactos causados na localidade. Com a novidade de deste encontro, o grupo já começou a imaginar projetos conjuntos, entre eles com relação a Educação e Segurança da cidade.

O Selo Social é uma oportunidade para que os três setores – público (1°), privado(2°) e social (3°), pensem juntos e busquem a formalização de parcerias, no sentido de trabalhar elementos ou programas sociais como ações prioritárias, que demostrem o seu compromisso e sua atuação enquanto Organização, visando melhorar a qualidade de vida na nossa cidade.

Exemplo concreto

Um exemplo do que o Selo Social pode provocar é o projeto “Vidas em Movimento” executado em 2017 nas dependências do Lar São Vicente de Paulo em Sorocaba. Nele, uma professora voluntária, atuando uma vez por semana, deu aulas de dança aos idosos, com músicas que resgatam vivências da juventude, integração, resgate da auto-estima e a promoção da convivência comunitária.

Observa-se que muitos idosos nos dias atuais são institucionalizados e alguns totalmente abandonados, onde esse abandono contribui para somatização e trazer mais problemas a saúde do idoso, trazendo depressão e outras complicações, visto a necessidade de atividades física, surgiu o Projeto ” Vidas em Movimento” com o objetivo de desenvolver aulas de danças para nossos acolhidos, envolvendo dança e idosos onde comprovam as contribuições para a saúde física e mental dos acolhidos, principalmente no que se refere aos ganhos ligados à força, ritmo, agilidade, equilíbrio, flexibilidade.

Com o projeto, 92 idosos do Lar são Vicente de Paulo, tiveram a oportunidade de interagir entre si, participando de uma atividade que associa saúde física e mental por meio da dança. Essa atividade pode resgatar no idoso a melhora da auto-estima, despertando a alegria de conviver com novas amizades nas quais celebram a vida esquecendo por um momento das doenças e tristezas adquiridas pela idade ao serem tomados pela dança e música, as quais os envolve e contagia. Surgiu o Projeto ” Vidas em Movimento” com o objetivo de desenvolver aulas de danças para nossos acolhidos, envolvendo dança e idosos onde comprovam as contribuições para a saúde física e mental dos acolhidos, principalmente no que se refere aos ganhos ligados à força, ritmo, agilidade, equilíbrio, flexibilidade onde tem trazido melhora na qualidade de vida e principalmente motivação e valorização aos idosos.

O resultado dessa ação, foi o de proporcionar mais saúde física e mental, aumentando a convivência social dos idosos de modo a: Resgatar a auto-estima, despertar a alegria de conviver; Estimular o condicionamento fisico e mental do idoso; Levar a eles melhor qualidade de vida.

Na prática, as aulas de dança acontecem uma vez por semana por 40 minutos, através de músicas que resgatam vivencias da juventude deles e com isso se interagem uns com os outros, despertando novas amizades e alegria de viver. Isso leva a dois tipos de impactos sociais: um interno e outro externo.

No Impacto Externo, através de relatos, lista de presença e roda de conversa. 17 idosos por meio da dança se sentiram motivados alcançando, melhor qualidade de vida, socialização, autoestima elevada e fortalecimento de vínculo entre os mesmos.

No Impacto Interno, por meio de depoimentos recolhidos com os colaboradores e professora, percebeu-se que a equipe também foi beneficiada com mais saúde e qualidade de vida ao participar das atividades de dança do projeto, uma vez que a atividade física e lúdica proporcionou esse resultado, agregado a autovalorização do trabalho ao perceber os resultados para os idosos que puderam proporcionar.

Dois incêndios de carros na rua, em uma semana, assustam sorocabano

O sorocabano viu, estarrecido, dois veículos pegarem fogo nessa semana enquanto estavam trafegando nas ruas da cidade: na tarde de terça-feira, um Tempra pegou fogo na Avenida Ipanema, na altura do número 200, no bairro Vila Nova Sorocaba; e dois dias depois, na quinta-feira, um Fiesta, se incendiou a partir do motor, que fica na frente do veículo, na rua Padre Luiz, no centro.

Em ambos os casos as imagens foram feitas por pessoas que passavam pelo local, os bombeiros foram acionados, não houve feridos e os proprietários dos veículos não foram encontrados.

A opinião comum, entre alguns amigos mecânicos – e também numa pesquisa de notícias de casos parecidos – indica a falta de manutenção preventiva como a maior chance de ser responsável por incêndios como esses dois dessa semana em Sorocaba.

A maioria dos incêndios ocorrem em veículos com mais de uma década, aqueles em que as peças por onde o combustível percorre estão muito ressecadas. A própria vibração do carro provoca vazamento em mangueiras, tanques, bocais e conectores.

Inspeção veicular obrigatória

A frota de veículos de Sorocaba e de mais 123 cidades do Estado de São Paulo, em 2013, ficaram obrigadas a passar por inspeção anualmente, porém, em 2015, uma liminar do Tribunal de Justiça derrubou essa obrigatoriedade.

Em Sorocaba, uma lei municipal criada em 2009 já exige que a frota pública abastecida a diesel faça a inspeção regularmente. Prestadores de serviços, transporte coletivo e veículos fretados pela prefeitura também só podem circular com a regulagem em dia.

A inspeção visa tirar de circulação carros sem manutenção com a intenção de diminuir o nível de poluição ambiental. Na inspeção, o veículo passa por diversos testes: de alinhamento, suspensão, direção, parte elétrica e, principalmente, a análise dos gases emitidos. Isso para aqueles abastecidos com gás GNV, álcool e gasolina. No caso do diesel, o que é medido é o nível de opacidade, por meio da fumaça que sai do escapamento.

Segundo o Detran, Sorocaba possui quase 400 mil veículos. A frota na cidade cresceu quatro vezes mais do que a população em 10 anos, e nem todos os carros, caminhões e motos passam por regulagens periódicas.

Se nada mudar, a partir de 2020, a inspeção veicular passará a ser obrigatória no Brasil inteiro. A medida resulta de uma regulamentação publicada pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito), ligado ao Ministério das Cidades. Esse tipo de vistoria já era prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro em vigor desde 1998, mas, sem regulamentação, ela nunca havia sido implementada em âmbito nacional. Situação que está para mudar em 2020.

O que leva prefeito a apresentar projeto que nem o líder conhecia?

A chegada do ex-prefeito e ex-deputado Flávio Chaves ao cargo de secretário de Relações Institucionais e Assuntos Metropolitanos pacificou o conturbado processo de atritos entre o prefeito Crespo e os vereadores. E uma das razões, entre várias outras, que ajudou nessa relação de harmonia entre os dois poderes foi a decisão, anunciada por Flávio Chaves assim que assumiu o cargo, de não colocar em votação nenhum projeto aos vereadores sem que eles tivessem conhecimento prévio a respeito do seu teor. Os vereadores receberiam o projeto, entenderiam a razão dele e somente então iriam para o debate. Assim estava acontecendo.

Mas, nesta quinta-feira, novamente a velha prática voltou à tona: o Projeto de Lei nº 124/2018, de autoria do Executivo, que altera a “Tabela nº 1” relativa à Taxa de Remoção de Lixo, anexa à Lei 3.439, de 30 de novembro de 1990, que dispõe sobre uma séria de tributos municipais, foi colocado em pauta.

O projeto foi retirado de pauta para estudos.

Mas o que chama a atenção é a manifestação do líder do Governo, Irineu Toledo, que disse que “o projeto chegou de surpresa na Casa”. Mais, ele não esconde sua indignação: “Como pode um projeto dessa envergadura, quando tantos brasileiros estão desempregados”?

Em essência, o projeto da Taxa do Lixo vai aumentar os valores cobrados hoje da população, fato ressaltado pelo próprio líder do prefeito: “o projeto não deixa claro qual a porcentagem de aumento da taxa de lixo, o que deve ser esclarecido”.

Por que fez o projeto?

Na justificativa do projeto, o Executivo observa que a cobrança da referida taxa (cujos valores atuais foram fixados pela Lei 9.430, de 16 de dezembro de 2010) é baseada apenas na alíquota de localização do imóvel, tipo de atividade e área construída de cada imóvel e, em se tratando de terreno, é considerada a metragem linear da frente do imóvel e alíquota correspondente à localização.

O projeto de lei visa alterar o critério de cobrança da taxa, permitindo que os imóveis sejam classificados por finalidade: residencial, comercial, industrial, religiosa etc., com alíquotas diferentes entre si, e dentro de cada uma dessas categorias, a área seria considerada. Para tanto, segundo o Executivo, levou-se em consideração o custeio previsto dos serviços de coleta e disposição final dos resíduos sólidos gerados pelo município. Dessa forma, foi feito o “rateio” por tipo de imóvel, a saber: Residencial, Comercial, Serviço, Uso Misto e Terreno (com nove níveis cada); Entidades Religiosas e Uso Rural (quatro níveis cada) e Industrial.

A base de cálculo utilizada para o rateio do custo se deu levando-se em conta a geração anual estimada de resíduos por tipo de imóvel, conforme sua faixa de área construída. O Imóvel Residencial Tipo I, com até 100 metros quadrados de área construída e geração de 260 quilos de resíduos por ano, pagará taxa de R$ 114,58 por ano. Já o Imóvel Residencial Tipo IX, com área construída acima de 2 mil metros quadrados e geração de 2.880 quilos de resíduos ao ano, pagará taxa de R$ 5.076,86 ao ano. As taxas do comércio variam de R$ 253,84 a R$ 49.710,96 ao ano, enquanto as de serviço variam de R$ 190,38 a R$ 40.614,91 e as da indústria variam de R$ 253,84 a R$ 38.076,48 ao ano. Esses são alguns exemplos das taxas previstas no projeto de lei, que tem parecer favorável da Comissão de Justiça.

Vereadores pedem retirada

Além de Irineu Toledo, a vereadora Fernanda Garcia (PSOL) afirmou que a proposta necessidade de uma análise maior, solicitando seu envio à Comissão de Cidadania, da qual é membro, e que também seja tema de audiência pública antes da votação.

Anselmo Neto (PSDB) que afirmou que antes de alterar a taxa de lixo é preciso investir em coleta seletiva. O parlamentar defendeu a votação contrária ao projeto.

Hudson Pessini (MDB) também afirmou que, ao invés de discutir a taxa de remoção do lixo, gostaria de debater a reestruturação da coleta de lixo em Sorocaba.

Iara Bernardi (PT) ressaltou que a Prefeitura renovou o contrato para coleta do lixo por R$ 88 milhões, sem que haja informação sobre a inclusão das cooperativas de coleta seletiva.

Por que apresentou?

A retirada do projeto, a justificativa do projeto, não explicam, ainda, porque ele foi colocado em votação. Vale lembrar que o Executivo envia o projeto e cabe ao presidente colocá-lo em votação ou não. Ou seja, ou o prefeito pediu e Manga colocou em votação ou Manga o colocou à revelia do prefeito. Seja qual for a verdade, ela tem um significado que precisa ser explicado.

Emoção marca sorteio dos moradores contemplados com moradia

O diretor-presidente da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), Humberto Schmidt, comandou o sorteio de 234 casas, em Salto de Pirapora, e outras 61 casas em Alambari, hoje na região de Sorocaba.

Ele representou o governador Márcio França nos eventos já que, por força da legislação eleitoral, por ser candidato à reeleição, França não pode estar presente em eventos dessa natureza.

Mais de 2.400 famílias se inscreveram para o sorteio entre os dias 4 e 7 de junho, e na manhã de hoje foram ao evento do sorteio que definiu os titulares e os suplentes para aquisição das moradias. Do total de casas, 7% serão destinadas a pessoas com deficiência, 5% a idosos e 4% a policiais ou agentes penitenciários. As demais unidades serão sorteadas entre a população em geral inscrita, após calculadas e subtraídas as unidades destinadas a pessoas que moram sozinhas (3% dos inscritos como indivíduos sós, limitado a 3% do número de moradias).

Perfil dos inscritos

Puderam concorrer aos imóveis, famílias constituídas por casamento civil, religioso ou união estável, uniões homoafetivas, afetivas, monoparentais, anaparentais e indivíduos que vivem sozinhos desde que tenham mais de 30 anos. Os interessados devem ter renda familiar de um a dez salários mínimos, residir ou trabalhar no município há pelo menos cinco anos, não ser proprietário de imóvel, não possuir financiamento habitacional e não ter sido atendido anteriormente por programas habitacionais. Policiais devem trabalhar na cidade e idosos devem comprovar idade mínima de 60 anos.

Mas o que chama a atenção é que 89,9% dos inscritos ao sorteio tem renda de até 3 salários mínimos (algo em torno de R$ 2,8 mil), embora pudessem ter até dez salários, algo em torno de R$ 9 mil.

Além disso, fica evidente que há carência de moradia popular em toda a região e a necessidade de investimento nessa área.

Joel Haddad, prefeito de Salto de Pirapora, lembra que as moradias hoje sorteadas pela CDHU foram uma iniciativa dele, quando prefeito em 2009, e que nos últimos 9 anos o projeto havia ficado interrompido voltando a ser feito em outubro de 2017 quando ele fechou a parceria com a CDHU.

Tipo de casa

Com 56,67 m² de área construída, as casas terão dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e são edificadas na Rua Laura Teixeira do Rosário, antiga Granja São Luiz. O empreendimento é viabilizado pelo Programa Morar Bem, Viver Melhor, por meio da CDHU em parceria com a prefeitura. O prazo de financiamento dos imóveis será de até 30 anos e as prestações receberão subsídio do Governo do Estado, sendo calculadas de acordo com a renda familiar. Assim, famílias que ganham entre um e três salários mínimos pagarão o equivalente a 15% dos rendimentos.

Emoção

O evento de Salto de Pirapora, onde compareceram mais de 5 mil pessoas (cada inscrito levou pelo menos 1 acompanhante), e o de Alambari, foi marcado pela emoção dos contemplados que viram o sonho da casa própria, o que significa ficar longe do aluguel, ser concretizado. As cenas de emoção foram contagiantes.

Ao contrário do que diz senso comum, caminhões estão regulados

Apenas 28 veículos movido à óleo diesel, de 468 vistoriados (algo em torno de 7%), estão com problemas no motor, emitindo a fumaça que tanto mal faz à saúde das pessoas.

Isso foi comprovado na manhã desta quinta-feira, quando das 9h30 às 13h30, a Secretaria de Meio Ambiente, Parques e Jardins e a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) realizaram a Operação de Controle de Fumaça Diesel na avenida Independência, próximo à Base da Polícia Militar, no Éden.

O gerente do setor de controle de emissões de veículos em uso da Cetesb, Daniel Schimidt, destacou a importância de manter o motor regulado e fazer a devida manutenção dos veículos. “O material particulado à fumaça prejudica a população principalmente no inverno porque a dispersão é menor, pela falta de chuvas. A fumaça preta prejudica a respiração e pode provocar muitas doenças, por isso é muito importante a conscientização dos motoristas e das empresas que colocam esses caminhões para trabalhar”, orienta.

A blitz contou com apoio da Polícia Militar e da Urbes – Trânsito e Transporte, e foi realizada através do convênio entre a Prefeitura de Sorocaba e o Governo Estadual, dentro do Programa de Manutenção e Melhorias de Veículos a Diesel (PMMVD).

Além de ser punitiva a ação também teve caráter educativo. Durante toda a operação, além das multas aplicadas pela Cetesb, a equipe da Sema distribuiu folhetos com orientações e dicas aos condutores. “O nosso objetivo foi de conscientizar os motoristas sobre a importância de manter os veículos a diesel regulados para garantir uma melhor qualidade do ar, contribuindo para a saúde da população”, afirma o secretário da Sema, Jessé Loures.

Os motoristas com veículos irregulares serão autuados pela Cetesb, que também realiza a operação simultaneamente com outros 21 pontos do Estado de São Paulo, com multa no valor de R$1.440,00.

Como é feita a medição

As medições de emissão de fumaça preta são realizadas por meio da escala de Ringelmamn, que é feita visualmente, por meio de uma tabela com cinco graduações de cores, variando tons do cinza claro ao preto, sendo que, a partir do terceiro tom, indo para o preto, o veículo já pode ser multado. Esse método oferece a vantagem de a fiscalização ser feita com o veículo em movimento.

Caso a fiscalização com a escala não seja precisa, o técnico encaminha os veículos para teste com opacímetro. O instrumento portátil é constituído por um banco óptico, sonda (cabo inserido no escapamento) e maleta com cabos para medição da quantidade de fumaça preta. O teste, que é feito com o veículo estacionado, dura em média dez minutos.

Sorocaba é pioneira na utilização do opacímetro, visto que, começou a fazer a fiscalização dos seus veículos próprios municipais e agora está sendo propagado para outras cidades.

Multas

Os motoristas com veículos irregulares terão que pagar multa. Essa autuação não entra na pontuação de infrações na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista por não se tratar de multa de trânsito, mas sim, multa ambiental, porém, ele terá problemas para fazer o licenciamento do veículo, caso não regularize a situação, apresentando laudo técnico de manutenção emitido por oficina autorizada pela Cetesb.

No caso dos motoristas que tiveram seus veículos multados pela primeira vez, há possibilidade de reduzir o valor da multa em 70%. Para isso ele deverá comprovar, posteriormente, mediante apresentação de um relatório técnico, a realização da manutenção do veículo em uma das oficinas capacitadas pela Cetesb que podem ser encontradas no site https://cetesb.sp.gov.br/. Havendo reincidência, o valor dobra. As multas chegam aos motoristas via correio.

Exposição traz o realismo cruel, e às vezes sarcástico, de Sorocaba

Fui nomeado o primeiro secretário da Cultura de Sorocaba assim que o cargo foi criado pelo então prefeito Vitor Lippi (eleito para o seu primeiro mandato) e aprovado pela Câmara Municipal. Era maio de 2005, eu tinha 38 anos de idade e escolhi esse cargo depois de ter tido ativa participação na campanha que elegeu Lippi prefeito. Eu afirmava ao prefeito o que ainda hoje continuo acreditando: a cultura (hábito não-hereditário) pode abrir um universo novo ao cidadão que esteve fechado sobre si mesmo durante a sua existência. Assim, eu dizia ao então prefeito que uma secretaria poderia completar o tripé de outros dois equipamentos muitos valorosos na vida da cidade: Fundec (Fundação de Desenvolvimento Cultural) e Linc (Lei de Incentivos à Cultura). Caberia à secretaria da Cultura fazer essa mediação. Falhei. Não fiz essa mediação de modo competente e o prefeito deu àquela pasta uma outra função ainda em 2005 e os que o sucederam também se fecharam na visão menor de que a secretaria da Cultura é uma promotora de eventos. Não é. Pode até ser e estar reduzida a isso. Mas ela é mais ampla. Cabe a ela pensar, articular e gerir, não fazer evento.

Lembro-me disso tudo ao ver que 13 anos depois daqueles meses como secretário (sim, sai em setembro do mesmo ano) é que o primeiro problema a mim posto foi resolvido: a exposição das 20 telas gigantes, medindo 2,50 metros por 1,90 metros, criadas, projetadas e concretizadas em pintura por Pedro Lopes com recursos públicos (não me lembro quanto, mas foi uma boa bolada de dinheiro que ele recebeu à época). Na época Pedro Lopes tinha 49 anos (hoje tem 67) e nem passava pela sua cabeça vir a se tornar membro da Maçonaria (sua loja é em São Paulo) – instituição que teve participação fundamental na história da República no Brasil e na história sorocabana que está nessa série de 20 painéis de Pedro Lopoes. Ele ainda morava com sua mãe numa típica casa da Vila Santana, mesmo bairro onde nasci e me criei, bem em frente à Igreja de Santa Rita. Pedro Lopes era amigo de Toshi (um caso à parte e bastante pouco divulgado de um artista com raiz sorocabana que ganhou o mundo e bem poucas pessoas sabem de sua história) e do João Caramez (o megaempresário do entretenimento de Sorocaba, responsável entre outras centenas de shows pela vinda de Caetano Veloso e Roberto Carlos para se apresentarem na cidade).

A necessidade, logo que fui intitulado secretário da Cultura, me levou a bater na porta de quem fazia a arte de fato na cidade. Assim, não apenas com os artistas, mas com os gestores e realizadores, fui buscar subsídio e amparo. Mas a contramão também era absolutamente verdadeira, ou seja, artistas batiam em minha porta pedindo ajuda. E uma delas veio de Pedro Lopes (lembro-me de um retrato que ele fez de mim, ainda quando era editor de Mais Cruzeiro, a lápis. Hoje, não sei onde esse desenho possa estar,  mas entendo o valor artístico daquele papel “rabiscado”). Ele queria um local para expor as gigantescas obras.

Ironia do destino nessa história é que ela fique em cartaz no Macs (Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba), que já estava concebido quando foi criada a Secretaria de Cultura, e que ganhou força para existir a partir do que falei, e muito, ao pé do ouvido do prefeito Lippi. Toda a ajuda que o Macs teve é mérito único e exclusivo de seus idealizadores (bem em específico a Cristina Delanhesi) que o criaram a fórceps, pode-se dizer. Mas teve o amparo do poder público e, especificamente, de Lippi. As decisões foram dele. Mas para decidir ele ouviu pessoas e opiniões e uma delas foi a minha. Assim, envaidecido, me sinto uma dessas pessoas que na sombra conseguem muito mais do que quando estão no holofote.

Como a história mostra, falhei em resolver o problema de Pedro Lopes de expor suas obras. Ajudei de outra forma, como dando a guarida para que ele ficasse dentro da lei na prestação de contas do que exigia a Linc quando lhe deu o dinheiro que deu para pintar os 20 gigantes painéis. E vibro agora, 13 anos depois, com a solução do problema, pois os 20 painéis de Pedro Lopes estão à altura do que se chama de arte e o que está envolvido em sua produção.

O que está exposto

Os painéis retratam cronologicamente a história de Sorocaba em seus 364 anos, portanto, desde sua fundação até os dias atuais. No primeiro painel pode-se ver a fundação da Vila por Baltasar Fernandes, em 1654, até, por exemplo, como no 14ª painel da série, que compreende os anos de 1900 a 1915 e retrata o assassinato do Dr. Braguinha (o que dá nome ainda hoje ao bulevar no centro da cidade), a chegada da luz elétrica e do primeiro automóvel.

A exposição leva o nome de “Yby Soroc” que na Língua Tupi que significa “terra rasgada”, o mesmo que Sorocaba significa em Tupi-Guarani, e passa pelas técnicas desse período de 3 séculos: Maneirismo, cujos expoentes são Parmigianino (1503-1540), Pontormo (1494-1556) e Tintoretto (1518-1594) e o Barroco, de Caravaggio (1571-1610) e Rembrandt (1606-1669) à Transvanguarda e o Neoexpressionismo atuais.

Qual a importância

O texto de apresentação da exposição, assinado pelo curador, museólogo e diretor artístico do Macs, Fábio Magalhães, explica o sentido de uma obra como a de Pedro Lopes: “São traços rápidos, contundentes, alguns agressivos, que contestam a narrativa. Desse modo, o artista questiona a interpretação histórica e sua própria linguagem”, lembrando que “a pintura histórica teve seu apogeu nos séculos 18 e 19, sendo chamado pelo pintor inglês Joshua Reynolds (1723- 1792), de grand manner (gênero que tratava de grandes feitos e de personagens extraordinários”.

Mas, o que torna importante a obra de Pedro Lopes, explica o curador do Macs, é que nela não há apologia, mas um realismo cruel, às vezes sarcástico, sobre a história de Sorocaba nela retratada.

Pedro Lopes, ao jornal Cruzeiro do Sul, afirma entender a importância de sua obra no fato dela expressar que em todas as fases da história é possível constatar que Sorocaba é uma arena de disputas: “Os conflitos sempre existiram e estão retratados [na série] e é isso que promove a dinâmica da cidade. Um território vivo está sempre constante mutação”.

 

SERVIÇO: A exposição Yby Soroc pode ser vista até 6 de outubro. A visitação funciona de terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados e feriados, das 10h às 15h. A entrada é gratuita. O Macs fica localizado na avenida Afonso Vergueiro, 280, ao lado da antiga Estação Ferroviária de Sorocaba.

Contas de 2016, CPI da Merenda, quadrilha, MP: entenda o caso

A Câmara de Vereadores de Sorocaba, na reabertura dos trabalhos após o recesso de meio de ano, aprovou na primeira quinta-feira deste mês de agosto as contas da Prefeitura do exercício de 2016, último ano do mandato do prefeito Pannunzio (PSDB), por meio do Projeto de Decreto Legislativo nº 55/2018. Contas essas que já haviam sido aprovadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo).

A vereadora Iara Bernardi (PT) votou contra essa aprovação e explicou que, como presidente da CPI da Merenda, não poderia aprovar contas investigadas pela Câmara de Vereadores.

Iara solicitou um prazo maior para que o legislativo sorocabano votasse a aprovação das contas daquele ano, mas segundo a consultoria da Câmara isso não era possível porque os prazos são estipulados em legislação própria.

Iara já tinha, naquela primeira sessão, o resultado da CPI da Merenda, cujo o relatório aprovado na semana passada foi aprovado na sessão desta terça-feira (14 de agosto) na Câmara.

Na votação das contas, a vereadora do PT disse: “O Tribunal de Contas aprovou as contas de 2016, mas tenho certeza que tal aprovação não dispunha dos dados que temos hoje. Mesmo a Polícia Federal não dispunha de alguns dados que fornecemos, obtidos por meio de investigações da CPI”.

Na sessão de hoje, a vereadora voltou ao tema: Na gestão do prefeito Antonio Carlos Pannunzio, entre 2015 e 2016, o secretário de Educação, Flaviano Agostinho de Lima, realizou estudos para mudar o modelo da merenda escolar, optando-se pelo modelo de “Refeição Servida”, também chamado de “Prato Feito”. Segundo Iara Bernardi, com esse modelo a fiscalização dos produtos da agricultura familiar ficou extremamente falha, gerando o pagamento em duplicidade. Segundo a vereadora, no dia 2 de fevereiro de 2016, tudo aconteceu num dia só: o contrato com a empresa ERJ é rompido e, neste mesmo dia, é aberto um processo para a contratação emergencial, efetuando-se, em seguida, o contrato com a empresa Apetece, que, segundo o relatório da CPI, deu um prejuízo de R$ 1.734.451,51 à Prefeitura Municipal.

Em outro ponto, ela retrocede à primeira privatização da merenda, na gestão do então prefeito Renato Amary: “Trabalhamos em parceria com a Polícia Federal, da qual recebemos informações preciosas e documentos”, afirmou Iara Bernardi, lembrando que a terceirização da merenda ocorreu em 1997. Até o início daquele ano, o setor de alimentação escolar contava com 21 funcionários da Secretaria da Educação e 492 cozinheiros escolares, atendendo 214 unidades escolares com 129.472 refeições diárias, ao custo de R$ 3,811 milhões. Ainda em 1997, já no início da gestão terceirizada, o número de cozinheiros caiu para 452 e as unidades atendidas caíram para 203, com 130.111 refeições diárias. Apesar disso, o custo subiu para R$ 8,464 milhões, o que representa R$ 4,6 milhões a mais.

Recomendações à Prefeitura

O relatório final da CPI também faz recomendações à Prefeitura, destacando-se: criar um ordenamento legal para reger todo processo licitatório da merenda; definir de quem é a responsabilidade na elaboração de cada documento; adquirir programas de informática capazes de facilitar a gestão da merenda; e proibir alterações em documentos elaborados por equipes técnicas, entre outras. O relator da CPI, Péricles Régis (MDB), enfatizou, ao final, que “o trabalho da CPI foi muito aprofundado e deve ter desdobramentos”. O relatório da CPI recebeu elogios de vários vereadores.

Relatório da CPI da Merenda

O relatório final da CPI se tornou de conhecimento público na semana passada, uma semana após a aprovação das contas do ex-prefeito. Ele possui141 páginas e afirma existir um suposto “esquema fraudulento” na Prefeitura visto que, segundo as investigações, os ocupantes de cargos de chefia “não faziam o mínimo esforço para fiscalizar os contratos da merenda e resolver os problemas identificados”.

O relatório, além do ex-prefeito Pannunzio, também aponta suspeita de práticas criminosas na atual gestão (prefeito Crespo) e o envolvimento de 11 nomes de pessoas envolvidas na prática desses crimes, entre eles secretários municipais das duas gestões (Pannunzio e da atual de Crespo) e ainda funcionários de carreira da Prefeitura de Sorocaba.

Como manda a lei, o documento será encaminhado para o Ministério Público Federal, Polícia Federal, Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros e Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Esses órgãos terão a missão de acatar ou discordar da conclusão da CPI da Merenda que aponta indícios de pelo menos sete crimes praticados: falsidade ideológica, falsa identidade, corrupção passiva, falso testemunho, prevaricação, tráfico de influência e corrupção passiva, além de fraudes em processo licitatório e na execução do contrato, e ainda assédio moral de funcionários.

Decreto que regulamenta motoristas por aplicativo deve mudar

O decreto municipal editado no último dia 7, regulamentando o serviço de transporte público por motoristas que usam aplicativos de celular (Uber e 99 são os mais famosos), desagradou quem trabalha com esse modelo e, no futuro, se nada mudar, vai desagradar e muito aos usuários uma vez que é a alta oferta do serviço que faz o preço baixar (é uma espécie de leilão). Se o número de motoristas for fixado num teto (como hoje são os dos taxistas) a tendência é de que o preço suba.

Diante da reclamação, o prefeito Crespo recebeu representantes dos motoristas por aplicativos e também dos taxistas, nesta segunda-feira, para discutir o tema e sinalizou que poderá fazer mudanças no texto decreto depois que os presidentes da Associação dos Motoristas por Aplicativos e dos Taxistas façam análise aprofundada do decreto e apresentem o que mudar nele.

Antes, porém, o prefeito justificou o motivo de ter editado o decreto: “Estamos cumprindo determinação expressa pela lei federal que disciplina o serviço de transporte a partir de aplicativos. Temos obrigação legal de regulamentar. Mas estamos abertos a fazer as mudanças que forem necessárias”.

O presidente da Associação de Sorocaba e Região dos Motoristas por Aplicativos Particulares, Rogério Cruz, afirmou que a disposição do prefeito em ouvir a categoria é um avanço para a cidade, pois os motoristas também são favoráveis à regulamentação.

O presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos e Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários de Sorocaba e Votorantim, Antônio Rodrigues da Silva, também elogiou a atitude do prefeito e se colocou à disposição para ajudar na discussão.

Mesma colocação fez Fausto Peres, representando a Câmara de Vereadores na reunião. Para ele, se o prefeito precisar mandar para o Legislativo uma lei regulamentando o serviço ou fazendo mudanças nas leis atuais, terá apoio. “É a população quem ganha”, disse.

Diante do impasse criado, já que os motoristas por aplicativo discordam de algumas regras estabelecidas no decreto, o prefeito O secretário de Mobilidade e Acessibilidade e presidente da Urbes, Luiz Alberto Fioravante, se comprometeu a se reunir com os representantes dos motoristas por aplicativos e dos taxistas para apurar os pontos e discuti-los em nova reunião com o prefeito.

Participaram do encontro ainda os secretários Eric Vieira (Gabinete Central), Flávio Chaves (Relações Institucionais e Metropolitanas) e Eloy de Oliveira (Comunicação e Eventos), além de diretores da associação e defensores dos aplicativos, como Vinícius Rodrigues.

Minha interpretação

Claro que mesmo cumprindo a legislação nacional, é possível que o decreto do serviço municipal a respeito do motorista que usa aplicativo de celular para captar passageiro preserve a essência desse serviço ao usuário: o preço mais acessível. Eu sou usuário de motorista por aplicativo e uma corrida que no táxi fica em R$ 75 reais a qualquer hora do dia ou da noite, fica apenas R$ 15 reais com motorista de aplicativo. É uma diferença brutal, obviamente.

Sorocabano é diplomado senador e aguarda data para sua posse

O empresário Paulo Pereira Fiúza Filho, nascido em Sorocaba no dia 26 de outubro de 1945 (portanto vai completar 74 anos daqui dois meses), foi diplomado senador pelo Mato Grosso na semana passada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) daquele estado e aguarda os trâmites legais para assumir a sua vaga no senado federal. A diplomação foi feita vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador Pedro Sakamoto, pelo juiz membro Luís Aparecido Bortolussi Júnior, e pela procuradora Regional Eleitoral, Cristina Melo.

Proprietário de uma área em Sorocaba, no km 110 da rodovia Raposo Tavares, Paulo Fiúza manteve nas últimas décadas uma relação de amizade com Sorocaba e com os amigos de sua infância, que ainda cultiva por aqui. Empresarialmente ele se firmou na cidade de Sinop e se tornou um dos empresários mais importantes do estado do Mato Grosso atuando nas áreas de Madeiras, Agropecuária e Empreendimentos.

Posse polêmica

Paulo Fiúza foi diplomado senador como primeiro suplente do senador cassado José Medeiros (Podemos) que estava exercendo o mandato nos últimos 3 anos e meio. Porém, Medeiros contesta sua cassação e, também, a diplomação de Fiúza. A assessoria do TRE do Mato Grosso não deixa dúvidas sobre a condição de Paulo Fiúza para se se tornar senador: “O diploma emitido pela Justiça Eleitoral dá plenas condições para Paulo Fiúza assumir a vaga no Senado Federal, deixada por Pedro Taques ao assumir o Governo do Estado de Mato Grosso. A diplomação de Paulo Fiúza é oriunda da decisão unânime dos juízes do pleno do TRE-MT que decidiram pela cassação do diploma do senador José Antônio Medeiros. A decisão foi motivada por uma falsificação na ata da convenção da ‘Coligação Mato Grosso melhor pra você’, composta no pleito de 2010 pelos partidos PSB, PPS, PDT e PV”.

O imbróglio envolvendo Medeiros e Fiúza se dá por conta de quem era o primeiro suplente de Pedro Taques, eleito senador. Medeiros teria fraudado a ata se colocando como primeiro suplente e Fiúza como segundo, o que se provou errado por isso Medeiros foi cassado e Fiúza diplomado.

Quando já diplomado, Paulo Fiúza disse ao Só Notícias (veículo de imprensa de Sinop) que espera ser empossado antes do final de agosto e explicou que a demora está no trâmite do Senado, que não aceitou o acórdão do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso enviado por e-mail. Com isso, a justiça eleitoral vai enviar o documento fisicamente, via sedex, e a expectativa é que chegue ao Congresso nesta semana e, a partir daí se aguarda a movimentação interna envolve avaliação da advocacia-geral do Senado, que vai orientar a presidência quanto à posse. “Resgatamos a verdade. Mesmo que eu não assumisse um dia no Senado, eu queria resgatar a verdade e foi o que aconteceu. Mesmo que eu não tivesse um dia de mandato eu estaria satisfeito”, declarou ao Só Notícias.

Ficha Técnica

Estão disponíveis no site eleitoral dados de Paulo Fiúza da eleição de 2008, quando ele concorreu ao cargo de prefeito de Sinop.

Nome completo: Paulo Pereira Fiuza Filho

Data de nascimento:26/10/1945

Município de nascimento: Sorocaba /SP

Grau de Instrução: Ensino Médio Completo

Ocupação principal declarada: Empresário

Partido: PV

Na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral, em 2008, ele totalizava R$ 6 milhões entre ações de empresas e propriedades de veículos e imóveis em Sinop. De Sorocaba, constava 33,33% do imóvel Rural, Denominado De Gleba C/ Área De 31.531,00 M, Situado Na Rodovia Raposo Tavares Km-110, Bairro Ipanema.