Semelhança é mera coincidência

Pensei que tivesse postado aqui, mas apenas falei na coluna O Deda Questão do Jornal Ipanema (FM 91.1Mhz) sobre a série da Netflix chamada “O Jornal” que conta a história de um magnata da construção que assumiu o controle de um jornal em dificuldades na Croácia com o objetivo de exercer influência editorial para benefício próprio. Em essência, a primeira temporada da série mostra as entranhas desse sistema cujo os efeitos da influência na força política e econômica sobre a imprensa deixam o cidadão (leitor) em absoluto segundo plano. A primeira temporada da série termina com a “construção” de um dos candidatos a eleição presidencial.

Nesse final de semana, devorei a segunda temporada de Novine (nome de jornal em croata) que aprofunda a influência dos jornais eletrônicos (portais e blogs) na disputa de espaço, influência e poder com os leitores das mídias tradicionais (como o jornal impresso diário e o noticiário de televisão, principalmente). São 11 capítulos sobre o 2º turno da eleição presidencial da Croácia. De um lado a candidata comunista, ideologia que há décadas comanda a política no Leste Europeu. Do outro, o candidato de direita (construído na primeira temporada da série), com valores morais conservadores e economia liberal.

O título desta postagem

Pois bem, explico como essa série se relaciona com o leitor deste:

O candidato de direita (cujo a foto ilustra essa postagem) segue atrás nas pesquisas na preferência do voto do eleitorado e para reverter essa situação ele programa um atentado contra a sua própria vida, se vitimizando, portanto, diante do eleitorado indeciso. Nas palavras dele: “Deus nos guiará para livrar nosso país do diabo vermelho”.

Daí o título dessa minha postagem: Qualquer semelhança com fatos da realidade é mera coincidência. Poderia ser um chavão, também, do tipo “A Vida Imita a Arte” num país qualquer do hemisfério sul tropical.

Para quem se interessa por jornalismo, política, poder, economia e sociedade, a série O Jornal tem muito a ensinar e, especialmente, a amplificar a reflexão em torno da atividade jornalística profissional e o “comércio” de notícias.

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