Candidato não tem absolutamente nenhum controle sobre o comportamento de seus apoiadores, mas quando eles acham que estão ajudando, estão mesmo atrapalhando

crespoUm grupo de pessoas (Lenna Nascimento · Sorocaba; Fernando Freitas · Professor em EE Lauro Sanchez; Kiemy Oushiro · Estágio profissional em Prefeitura de Votorantim; Tiago Oliveira: Ítalo Rosendo; Renan Vinicius Frudelles · UFSCar – Universidade Federal de São Carlos) se manifestou na postagem que fiz dizendo que partia do PT o pedido de união da esquerda em prol do candidato Raul Marcelo, quando partiu de um jovem do próprio PSOL. As manifestações estão lá na postagem. Fica o convite para que vão lá e leiam.

O tom de todos, entrei no perfil de cada um nas redes sociais e percebi como traço comum o fato de estarem abaixo dos 30 anos, é o mesmo: de indignação. Fazem afirmações que revelam muito sobre o que cada um pensa sobre a própria vida, sobre como encarar o outro, sobre como reagir diante de algo que eles (neste caso acertadamente) entendem como contrário ao que pensam.

Raul Marcelo é absolutamente experiente para saber lidar com as pessoas que se enquadram neste perfil que se manifestou na minha postagem. Há 20 anos, seguramente, Raul Marcelo se prepara para ocupar o cargo que ele disputa neste 2º turno. Ele, suponho, vai lidar bem quando for pressionado por eleitores que, certamente, também se frustrarão diante de alguma decisão que seja contrária ao gosto deles. Mas comportamentos como esse, do qual o candidato não tem absolutamente nenhum controle, são capazes de influenciar o voto de quem ainda está colocando na balança os prós e contras de cada um dos concorrentes.

Apoiadores de Crespo

O mesmo raciocínio vale para uma outra experiência que tive nesta semana, no começo da tarde de terça-feira, dentro da padaria Panicenter no Jardim São Paulo. Quatro pessoas devidamente identificadas com a caretinha amarela, uma marca do candidato José Crespo há pelo menos 20 anos, entraram para almoçar e na hora de sair eu mesmo mexi com eles. Eles sabiam do meu trabalho. Num dado momento a conversa enveredou para de onde viriam os votos que faltaram a Crespo no 1º turno para ele ser eleito prefeito. Raul Marcelo focou desde o primeiro momento nos eleitores dos 3 candidatos que ficaram de fora do 2º turno. E eles passaram a me explicar que o foco deles (dos 4 ali e não do candidato) era buscar os votos de quem não foi votar (a abstenção chegou a 19,45%) ou foram votar mas anularam (quase 7%) ou votaram em branco (quase 12%). Levando em conta que Crespo obteve 44%, basta que ele repita sua votação e conquista mais 7% de votos para ser eleito. Ai eu opinei (e acho isso de verdade) que o número de Abstenção, Brancos e Nulos (quase 40%) iria aumentar no 2º turno. Uma conversa banal, portanto.

Foi ai que um deles, inclusive para a surpresa dos outros 3, expressou sua opinião. Segundo ele, em razão desse número de Abstenção, Brancos e Nulos, era preciso que voltassem as aulas de Educação Moral e Cívica aos estudantes. Porque no tempo dele as pessoas aprendiam o que era civismo e esse número de Abstenção, Brancos e Nulos reflete a falta de civismo e blá blá blá blá….

Fui embora e deixei ele falando sozinho. Ele começou a me chamar e queria explicar. Disse que eu havia chutado ele e não deixei ele dizer o motivo pelo qual estava dizendo aquilo. Ai não ouvi mais o que ele seguiu dizendo.

Assim como disse dos apoiadores de Raul, digo o mesmo dessa má experiência que tive com o apoiador do Crespo: Comportamentos como esse, do qual o candidato não tem absolutamente nenhum controle, são capazes de influenciar o voto de quem ainda está colocando na balança os prós e contras de cada um dos concorrentes.

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