Daqui para o mundo

Deise Cipriano morreu no final da tarde de terça-feira. Ela era a irmã caçula do grupo Fat Family – que foi criado em Sorocaba e ganhou fama nacionalmente – e era formado inicialmente pelos irmãos Sidney, Celinho, Celinha, Simone, Suzetti, Kátia e Deise Cipriano. Suely (ex-enfermeira padrão) entrou no grupo a partir do segundo álbum da banda no ano de 1999. Inspirados por cantores norte americanos como Whitney Houston, Chaka Khan, Aretha Franklin, James Brown, e a tradicional música gospel negra estadunidense, o grupo atraiu notoriedade rapidamente no Brasil e no mundo.

Mais do que de Sorocaba, eles eram da Vila Santana, mesmo bairro onde nasci, mesma rua, alias, a Souza Moraes. A genética da família fez deles os gordos que sempre foram e assumiram essa condição no nome do grupo que lhes deu fama.

Lembro-me bastante do Celinho que era bem amigo de um dos meus irmãos. Lembro-me de uma das irmãs.

Terem nascido em Sorocaba só foi um acaso. Nunca eles foram de cultuar a cidade como os artistas costumam cultuar a sua. Nem sei se algum dos irmãos ainda mantém algum tipo de relação com Sorocaba.

Sua doença e morte foi acompanhada com manifestações públicas de famosos como Neymar, Xuxa, Cladinha Leite.

O velório de Deise, após uma luta contra um câncer no aparelho digestivo, foi na Assembléia Legislativa de São Paulo e o sepultamento no Cemitério Vale dos Reis de São Paulo, que fica na rodovia Régis Bitencourt.

Ela vinha sofrendo com a doença desde agosto de 2018 quando foi internada, chegando a passar 19 dias em coma. Ela recebeu alta em dezembro, após quatro meses hospitalizada, e dias depois teve que voltar a ser internada. Há cerca de um mês, Deise vinha se recuperando em sua casa, indo ao hospital para exames de rotina e retornos médicos. Após uma queda de imunidade constatada em alguns exames, Deise foi internada no Instituto do Câncer em São Paulo. Na manhã de segunda-feira, a cantora apresentou falta de ar, queda de pressão arterial, precisando ser sedada.

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