Ministério Público pressiona vereadores e salvação de prefeito fica incerta

A investigação que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), braço do Ministério Público do Estado de São Paulo, faz sobre a nomeação de cargos de servidores comissionados na Prefeitura de Sorocaba, que seriam indicados por vereadores, está pesando sobre a decisão de alguns vereadores a respeito de voto na sessão extraordinária de amanhã, quando será selado o futuro de Crespo no cargo de prefeito de Sorocaba.

O foco do Gaeco é uma possível “troca de favores” entre o Executivo e o Legislativo de Sorocaba, ou seja, a investigação quer assegurar que nomeações feitas pelo prefeito para a sua equipe foi em função do voto da sessão desta quinta-feira ser favorável a ele.

Na semana passada, assessores de vereadores teriam sido ouvidos. Nesta terça-feira, foi a vez dos vereadores Vitão do Cachorrão (foto) e Fausto Peres (ambos tidos como votos certo a favor do prefeito) terem prestado conta no Gaeco. Além deles, também foram ouvidos o empresário Antônio Bocalão Neto, e o ex-secretário de Cultura, Werinton Kermes, ambos investigados na Operação Casa de Papel, deflagrada no dia 8 de abril pelo Gaeco e Polícia Civil.

A investigação está em sigilo no Gaeco.

A assessoria da Câmara esclareceu que não tem qualquer informação sobre essa investigação.

A assessoria da Prefeitura de Sorocaba informou que todos os cargos de livre provimento do “chefe do Executivo respeitam os requisitos estabelecidos na Constituição Federal”.

A verdade é que essas oitivas do MP estão deixando vereadores pressionados e a salvação do prefeito incerta.

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