Porque as mãos do presidente estão sujas de sangue

Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, homem negro trancado no porta-malas de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal, morreu ontem de asfixia porque aspirou um gás lançado pelos policiais dentro do carro onde ele estava trancado. O fato aconteceu em Umbaúba, no sul do estado do Sergipe. 

Na terça-feira, a Polícia Federal do Rio de Janeiro executou à tiros numa chacina 26 pessoas na Vila Cruzeiro, e recebeu os parabéns do presidente Jair Bolsonaro sob o argumento que eram bandidos. Mesmo se fossem, o que não e o caso, pois 12 nem registro contra elas na polícia existe, imagine na justiça, seria o absurdo. Não existe pena de morte no Brasil, muito menos uma sentença tão extrema como essa sem um processo judicial.

Desde que assumiu o comando do Executivo brasileiro, Bolsonaro incentiva crimes como esse. Incentiva em suas redes sociais, em entrevistas, em pronunciamentos, enfim, quando se dirige à nação. 

A história mostra que o general Costa e Silva foi alertado sobre o AI-5 (Ato Institucional), onde começaram os crimes e perseguições no golpe militar, antes de assinar o decreto de que o problema não era ele, seus ministros, mas o soldado na linha de frente em cada esquina do Brasil se achando apto a fazer justiça pelas próprias mãos, certo de que faziam o certo. 

Bolsonaro ao parabenizar a chacina da polícia carioca sujou sua mão de sangue em cada ato bárbaro de qualquer policial deste país como foi a câmara de gás no carro policial no interior sergipano. Bolsonaro não está e nunca esteve à altura do cargo que ocupa. Assustador é os seus eleitores não perceberem isso. Não se trata de política econômica, de costumes conservadores, de antiPT, AntiLula, Anti”comunismo” (delírio discursivo desse governo)…mais uma vez se trata do respeito à vida. O presidente não sabe o que é isso como já havia demonstrado durante a pandemia de Covid-19.

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