Primeiros depoimentos frustram CPI

Cercado de expectativa, o depoimento de Eloy de Oliveira, secretário de Comunicação e Eventos da Prefeitura de Sorocaba, durante oitiva à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apura o trabalho de voluntários no Poder Executivo, frustrou os integrantes da CPI que alimentavam a esperança de que ele entregasse, de bandeja, a cabeça de Tatiane Polis.

Eloy foi telegráfico: Tatiane Pólis estava à disposição de todas as secretarias; Tatiane Pólis firmou um “termo de compromisso” com o gabinete do prefeito Crespo; Tatiane ajudava no programa ‘Fala Bairro’; Tatiane não dava ordens a alguém…

Resta, agora, aos membros da CPI encontrarem o fio da meada para provar o que eles desejam: que Tatiane Polis era falsa voluntária e comandava, sim, funcionários públicos e o contrato de publicidade, no valor R$ 20 milhões, entre a Prefeitura e a empresa Dgentil Propaganda.

Detalhe importante

Ao final das oitivas, a presidente da CPI Iara Bernardi salientou que os membros da comissão estão trabalhando em parceria com investigações da Polícia Civil em inquérito sobre a atuação de Tatiane Polis no governo de forma voluntária.

Quem falou também

A primeira testemunha a prestar depoimento foi a Secretária de Cidadania e Participação Popular, Suelei Gonçalves. Questionada pelos vereadores, a depoente explicou que sua pasta era responsável pelo cadastramento de pessoas interessadas em realizar trabalhos voluntários para a Prefeitura de Sorocaba no âmbito do Programa Sorocaba Voluntária, cujo decreto regulamentador foi revogado pelo prefeito José Crespo no último dia 8.

A secretária disse que não sabe como está a situação dos voluntários que estavam ligados ao programa e afirmou que fez um questionamento acerca disso à Secretaria Jurídica, mas ainda não teve resposta. Suelei Gonçalves não soube dizer a quais secretarias os voluntários atualmente estão ligados na Prefeitura.

Em relação à ex-servidora comissionada Tatiane Polis, a depoente disse que não sabe quando começou a atuar como voluntária e afirmou que ela não estava cadastrada no Programa Sorocaba Voluntária. Suelei Gonçalves também disse não saber a quem compete a gestão e fiscalização do trabalho de voluntários não cadastrados no programa.

O último depoente ouvido nesta terça-feira foi o chefe de gabinete do Poder Executivo, Carlos Mendonça. Questionado pela CPI, ele disse que não sabe quais eram as atribuições de Tatiane Polis, mas salientou que ela não tinha espaço de trabalho dentro do gabinete do prefeito.

Em relação ao contrato de publicidade da Prefeitura de Sorocaba com a empresa Dgentil Propaganda, sobre o qual os vereadores receberam denúncias de que Tatiane Polis exercia influência em sua gestão, Carlos Mendonça não quis se manifestar, argumentando que o assunto não é objeto da CPI. O depoente, entretanto, respondeu que, até onde vai seu conhecimento sobre isso, a ex-servidora não tem envolvimento com o contrato.

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