Renato Amary, de novo, se mostra especialista em entrar na corrida eleitoral, mas péssimo para sair dela. Retirada de candidatura provoca mágoas e incertezas na atual coligação

Em 2008, ainda no PSDB, Renato Amary queria ser o candidato do partido para concorrer à Prefeitura de Sorocaba, mas o prefeito de então, que queria ir à reeleição, Vitor Lippi, não quis abrir mão da vaga. Renato se manteve firme na disputa e levou uma série de correligionários a ficar com ele neste luta. Momentos antes da definição, ele abriu mão da disputa, deixando livre a vitória de Lippi e uma história de mágoas de ambos os lados.

Agora, em 2016, novamente Renato Amary se retira do jogo político mais uma vez às vésperas da convenção do partido. Mas desta vez seu adversário á a justiça eleitoral e os problemas são os mesmos de 2012. Ao longo dos últimos 3 anos, mesmo questionado internamente e pela imprensa, Renato Amary sempre deixou claro que iria lutar até o fim (como ocorreu em 2012). Mas saiu do jogo de maneira melancólica, afinal, atrapalhado, vazou a informação de que iria retirar sua candidatura ao Jornal ZN ao dizer que não iria a uma entrevista previamente agendada e depois concedeu entrevista ao jornal Cruzeiro do Sul apenas duas horas depois de, mais uma vez, negar que já tinha tomado uma decisão para este blogueiro. O fato é que ele saiu de cena sem combinar com o seu partido e os partidos aliados da sua decisão. Todos foram surpreendidos.

O único vereador do PMDB, Fernando Dini (leia postagem aqui), não poupou Renato de sua frustração. Marinho Marte (PPS), em conversa comigo, também não escondeu que serão necessárias conversas para que a coligação se mantenha em pé.

Desde que voltou de Brasília, onde foi no dia 13 de julho e apareceu em rede nacional ao vivo enquanto a repórter Gioconda Brasil falava no Jornal Hoje (foto) estava amadurecida a decisão de Renato Amary de se retirar do jogo eleitoral deste ano.

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