Sorocaba perde status de capital das pás eólicas com fechamento da Tecsis

TecsisA fabricante de pás eólicas Tecsis anunciou a suspensão de suas atividades em Sorocaba aonde chegou a ter 7.8 mil funcionários com a justificativa que os contratos para fornecimento de pás eólicas pelas unidades locais (Sorocaba e Itu) foram concluídos. A operação no Brasil prossegue na fábrica de Camaçari, na Bahia para atender os contratos ainda vigentes.

A Wobben, empresa do mesmo ramo e mais antiga do que a Tecsis em Sorocaba, segue com suas atividades, mas não em volume suficiente para manter em Sorocaba o título, apenas em termos de status e referência, de capital latino-americana de componentes eólicos. Na praça da Biodiversidade, paralela à avenida Dom Aguirre no acesso ao Jardim Saíra, no caminho do Paço Municipal, uma pá eólica (símbolo de Sorocaba no século 20) é o destaque no local (foto).

Lamentação e culpados

O clima de desolação (de funcionários que receberam a comunicação da dispensa no horário de almoço e de ex-funcionários) tomou conta das redes sociais.

“O que uma má gestão não pode causar, hein?”, questiona Vinicius Pereira, filho do ex-deputado estadual Hamilton Pereira e ex-funcionário da empresa.

“Uma pena acabar assim uma fábrica que já foi tão forte. Sabemos que estão devendo muito a fornecedores, mas não sei se era o caso de fechar de vez”, disse Carlos Augusto, um dos dispensados nesta segunda-feira.

“Culpa do PT”, sentenciou Danilo Gimenes que estudou Ciências Econômicas na Uniso e hoje dirige a empresa DNA Financeiro.

História e derrocada

Criada nos anos 1990, a empresa atingiu seu auge em 2013, quando empregava 7,8 mil pessoas em 13 unidades em Sorocaba e Itu. A partir de 2014, começaram as demissões, que prosseguiram em 2015, quando o número de já era de 5,9 mil. A situação se agravou com a perda de um grande cliente, a norte-americana General Eletric (GE), que passou a fabricar suas próprias pás, após a aquisição da dinamarquesa LM Wind Power.

A Tecsis foi criada pelo engenheiro aeronáutico Bento Koike e dois sócios. Em 2011, endividada, a empresa recebeu aporte de US$ 460 milhões de um consórcio de investidores liderado pela Estáter, de Pércio de Souza. O grupo passou a deter 80% das ações. As últimas informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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