Tucanos perdem a paciência com secretário que comanda cortes na Prefeitura e chamam a atenção do prefeito para as conseqüências desses atos

A foto que ilustra essa nota é da assessoria de comunicação da Prefeitura de Sorocaba e foi disponibilizada ao público no dia 13 de agosto de 2015, portanto há um ano. Ela faz parte de um conjunto de outras fotos que mostrava o prefeito Pannunzio percorrendo diferentes pontos de Sorocaba para analisar o que estava sendo feito e o que ele pretendia fazer. Era, evidentemente, um outro clima. De crença nos dias que estariam por vir. Crença de que o planejamento feito poderia ser concluído. Crença que o empréstimo feito junto ao CAF (Fundo Andino de Fomento) injetaria mais de R$ 350 milhões aos cofres públicos para serem usados em obras. Nem a mudança de governo, onde o PSDB faz parte após a derrubada da presidente Dilma, ajudou na liberação desse empréstimo. E a crise daquele momento, de um ano atrás, apenas piorou. Derrubou a arrecadação e coube ao prefeito providenciar cortes para fechar seu mandato no azul e não ficar devendo o pagamento dos salários de servidores e contratos com fornecedores. Todo mundo estava entendendo essa nova realidade.

Até que o prefeito não se deu conta, ao menos não antes de autorizar, que os cortes propostos por Edsom Ortega, secretário de Planejamento e presidente do Cotim (Comitê de Otimização de Gastos da prefeitura, que assumiu toda função que era do secretário da Fazenda) atingiu a Cultura e o Esporte, ou seja, atingiu formadores de opinião. Enquanto mães reclamavam que o suco do filho na escola havia sido trocado por água, se entendia que algo isolado em uma das dezenas unidades escolares. Quando usuários de ma UBS (Unidade Básica de Saúde) reclamava da falta de médico e consulta, também se entendia que era algo isolado. Mas quando o movimento cultural e o esportivo botaram a boca no trombone, a situação mudou. Mudou tanto que dentro da prefeitura o clima ficou ainda mais pesado. Na Câmara, isolados, vereadores da situação andam cabisbaixos e os da oposição berram ainda mais impropérios contra a gestão de Pannunzio.

 

Bronca tucana

 

Mas a situação irritou tanto que o ex-secretário de Governo e candidato a prefeito do PSDB, João Leandro, foi até o prefeito e falou o quanto esse erro destruiu todo o trabalho que havia sido feito onde o cidadão entendia que era preciso cortar gastos por causa da crise originada pelo PT. O sentimento, porém, começa a mudar com o barulho dos formadores de opinião ficando a crise em segundo plano e a falta de gestão em primeiro. O medo é que as críticas avencem para termos mais pesados, como o de incompetência.

Maria Lúcia Amary, deputado estadual, tirou do prefeito a responsabilidade e jogou para Ortega, em público. Afirmou que Sorocaba não é São Paulo e que aqui é preciso outro critério para os cortes. Ortega não gostou da bronca pública da deputada.

Vitor Lippi, deputado federal, preferiu uma conversa fechada com Pannunzio e fez cobranças sobre esses erros na forma como os cortes foram feitos.

O que vai mudar com essa movimentação?

É o passar dos dias e as atitudes públicas que vão dizer.

Em tempo, na foto, de 13 de agosto de 2015, estão Ortega e o prefeito em primeiro plano.

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