Agora é a vez de outro promotor entrar nesta discussão técnica/política do impeachment

Com o processo em curso do impeachment, tenho frisado o meu papel no Jornal da Ipanema (FM 91,1Mhz), na coluna O Deda Questão, de mostrar as diversas facetas deste tema. Primeiramente relatei o puxão de orelha que recebi de um amigo, que é promotor de justiça, me dizendo: “Deda, pára com isso cara, de querer um julgamento técnico do impeachment. Está ingovernável.  O problema é político e será resolvido politicamente. Pode-se não gostar dessa realidade, mas a Constituição Federal assim manda.” Depois trouxe a manifestação do advogado Maurício Keller, dizendo: “Caro Deda, o promotor só se esqueceu dê lhe dizer que o fundamento do pedido de impeachment com base em pedalada fiscal não é crime de responsabilidade. Por isso, você tem razão quando fala de um julgamento técnico”. Agora é a vez de outro promotor de justiça, também amigo, que pede o sigilo da fonte (e eu respeito), para dizer: “Caro Deda, desculpe me meter neste debate, mas o advogado Keller não deve ter lido a petição do impeachment (de autoria de Janaina e Miguel Reale Júnior, professores da USP) e de Hélio Bicudo (promotor aposentado) e nem a lei do impeachment atualizada, que prevê, sim, as pedaladas como crime de responsabilidade.”

E você, acha o que? O impeachment é uma decisão técnica ou política? Ou técnica/política? Você acredita que o impeachment é a solução para o imbróglio em que está o país, com a economia indo ladeira abaixo e a passos rápidos?

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