Corregedoria conclui investigação sobre o uso de animais do zoológico em festinha e conclui que não há dado concreto, mas indícios de que isso de fato aconteceu e manda caso ao MP

Tive acesso a informações contidas na conclusão do trabalho da Corregedora da Prefeitura de Sorocaba, Adriana Oliveira Rosa, a respeito da investigação em torno do veterinário Rodrigo Teixeira, que já foi diretor do Zoológico Municipal de Sorocaba, apontado como o responsável por levar exemplar de uma Cobra Milho, de um Periquito Australiano e uma Cabra numa festa no Buffet Gira Parque localizado na rodovia Raposo Tavares em Sorocaba na noite de 29 de setembro deste ano.

Preliminarmente a informação era de que tais animais pertencem ao zoológico. Fato negado por ele. Mas o que a corregedora conclui é que este caso, noticiado em primeira mão por mim, ao vivo, na coluna O Deda Questão no Jornal da Ipanema (FM 91,1Mhz), é verdadeiro. Também é verídica a informação de que a Polícia Militar Ambiental compareceu ao local da festinha às 21h10 e flagrou a existência de bichos na festa. O veterinário impediu os policiais de abrirem o porta-malas do seu carro e alegou que se tratava de bichos exóticos, portanto teriam a autorização da lei para serem levados a eventos como a festa de aniversário no Buffet infantil. Porém, a lei também determina que se algum animal é levado para este fim ele precisa de um documento chamado Guia de Transporte e se quem estiver com o animal for o proprietário ele precisa da Nota Fiscal de compra e de procedência do animal. O veterinário Rodrigo Teixeira não apresentou nenhum desses documentos no momento.

A corregedora entendeu que houve a complacência da Polícia Militar Ambiental no ato da festa por não ter recolhido os animais e por encaminhou o caso ao Ministério Público e à Corregedoria da Polícia Militar para que avancem nas investigações e entendem porque os policiais de plantão não cumpriram com sua obrigação.

A corregedora também recomenda que a Secretaria do Meio Ambiente, responsável pelo zoológico, determine a fiscalização de todos os veículos que entrem e saiam do zoológico. Enfatiza todos porque o veterinário Rodrigo Teixeira não permitia que seu carro fosse fiscalizado. E no dia da festinha ele foi, como comprova o livro de registro de entrada e saída de funcionários, duas vezes ao zoológico. De manha onde cumpriu a jornada daquele dia e no final da tarde onde entra, fica alguns minutos e sai.

Como digo no título desta postagem, não há dado que prove que o veterinário levou os bichos do zoológico na festinha, mas há indícios de que algo fora da lei aconteceu naquele dia. Tomara que o Ministério Público consiga dizer o que.

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