Deputados sorocabanos estão fechados pelo impeachment e não vêem clima para golpe

Tenho externado aqui neste blog e na coluna O Deda Questão no Jornal da Ipanema (91,1Mhz) meu medo de que essa divisão da população entre os que são a favor do impeachment da presidente Dilma e os que são a favor de sua permanência (seja por ideologia ou por entender que existe uma Constituição a ser cumprida) provoque um racha instransponível a ponto de que ocorra uma intervenção autoritária, como aconteceu em 1964 quando os militares tomaram o poder. O crescente descrédito nos políticos em geral, e não apenas no PT, é outro fator que contribui a esse meu temor. O comportamento tendencioso de órgãos importantes de imprensa (Globo, Veja e Jovem Pan) também alimenta esta cisão.

Na manhã de hoje, ao vivo na coluna O Deda Questão no Jornal da Ipanema, cada um ao seu tempo, os dois deputados federais por Sorocaba (Vitor Lippi-PSDB e Pastor Jefferson-PSD), afirmaram que o clima na Câmara é de segurança constitucional. Nenhum dos dois sente clima para a intervenção militar e ambos, fechados pelo impeachment de Dilma e um governo de transição do vice Michel Temer, entendem que é crescente a solução pelo impedimento do mandato de Dilma se a votação fosse hoje.

Ambos disseram que vão avaliar tecnicamente a questão do impeachment (como manda a Constituição), mas que é o peso das ruas que vai determinar o voto de cada parlamentar. São necessários 342 a favor do impeachment para que ele não seja arquivado e siga ao Senado. Ou seja, com 172 votos a seu favor o governo se livra do impeachment.

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