É preciso urgente pacto metropolitano para controlar o Coronavírus

O aumento visível no número de sorocabanos mortos nas últimas semanas (a edição de hoje do jornal Cruzeiro do Sul traz duas páginas de obituário, sendo que o hábito era uma pequena coluna no pé de página), as variantes do Covid-19 encontradas na cidade (são 5, pelo menos), a antecipação dos feriados para evitar a aglomeração de pessoas em locais público, a alteração no horário de funcionamento de postos de gasolina e supermercados… enfim nenhuma das medidas tomadas até agora parecem sensibilizar todos os sorocabanos. A maioria se tocou do problema, mas ainda há quem esteja vociferando impropérios contra quem defende o isolamento, máscara, distanciamento, álcool em gel, e obviamente, a vacina, para combater o vírus.

O professor Flaviano Agostinho de Lima, que foi candidato derrotado a prefeito de Sorocaba em 2020, foi secretário de Educação da Prefeitura de Sorocaba, foi presidente do extinto Nuplan (entidade que deu origem à atual Agência da Região Metropolitana de Sorocaba), doutorando em Ciências Ambientais, entende que as medidas tomadas por Sorocaba são insuficientes por serem isoladas. Para ele, os comandos notrânsito que fazem a chamada Barreira Sanitária têm sido insuficientes. A solução do controle da propagação do vírus, segundo ele, passa por um pacto entre as cidades da Região Metropolitana e criação de um comitê científico para apontar caminhos cujo a solução será política.

“Desde meu boletim de janeiro/21 venho avisando o descontrole de casos e de óbitos em Sorocaba” explica o professor ao justificar seu argumento: “De todos os casos de Covid-19 em Sorocaba desde março de 2020 até hoje 31 de março de 2021, com 43.700 casos, um total de 17.380 ou 39,77% foram somente em 2021; de todos os óbitos até ontem (31 de março), 1.114, tivemos 551 mortes ou 49,46% ocorreram em 2021. A mortalidade que era 2,0% até 31/dezembro, agora está em 2,55%, mas considerando somente 2021, está em 3,17%; ou seja, um crescimento relativo de 58% na mortalidade. Absolutamente descontrolado. É preciso urgente um pacto na cidade e nas cidades da região metropolitana para controlar a propagação e evitar que se agrave ainda mais. É preciso montar um comitê científico urgente com apoio das universidades, envolvendo equipes de várias áreas como saúde, economia, estatística e outras”.

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