Fala de prefeito durante entrevista sobre quem ele entende que é o terceiro suplente a ser nomeado vereador ofende Secretaria Jurídica da Câmara que havia sugerido pedido de ajuda ao TSE e aconselha nomear vereador de oposição

O presidente da Câmara, Rodrigo Manga, com base em parecer da secretaria jurídica da Casa, definiu o nome de Muri de Brigadeiro para assumir o lugar da vereadora licenciada Cíntia de Almeida.

O que era para ser algo banal, revela que o clima de tensão e animosidade que existe entre a secretária Jurídica da Câmara, Márcia Pegorelli, e o prefeito Crespo ainda se mantém. Márcia é pessoa de confiança do vereador Martinez, tido como o mais articulado e respeitado vereador do legislativo sorocabano.

Inicialmente a Secretaria Jurídica havia aconselhado Manga a fazer uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral. Foi o próprio Manga quem anunciou isso na coluna O Deda Questão no Jornal Ipanema (FM 91,1Mhz) na última segunda-feira.

Hoje, coincidentemente um dia após entrevista ao vivo do prefeito Crespo quando foi lembrado durante a entrevista na rádio Cacique que a nomeação de Cíntia de Almeida abriu o chamamento para o terceiro suplente de vereador e se ele havia levado em conta isso quando chamou Cíntia. Nessa entrevista ele disse que sim e que após análise da legislação ele entende que a vaga é de Zé Medina (que não obteve 10% do coeficiente eleitoral e abriu essa dúvida, sendo essa uma necessidade para o titular), mas respeita a decisão do presidente da Câmara, Rodrigo Manga, de fazer uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral.

Guerra surda

Obviamente que nem Manga, nem Márcia e nem o prefeito vão concordar com essa afirmação, de que o Jurídico alertou a Câmara que o prefeito estava, publicamente, em uma entrevista, se metendo em decisão de outro poder ao dizer que havia estudado e não tinha dúvida que o suplente seria o vereador do PMDB, da sua base, e não do PRP, que na eleição esteve com o candidato Hélio Godoy.

Mas é essa lógica e clima o que circula nos bastidores.

Quem é o 3º suplente?

Essa era a pergunta feita diante da decisão do prefeito Crespo de chamar 3 vereadores (os 2 titulares e a 1º suplente) para ser secretário: quem deve ocupar o cargo?

A dúvida existia porque o 3º suplente, o peemedebista Zé Medina, 51 anos, professor de Ensino Universitário, obteve 1256 votos, ou seja, não alcançou 10% do coeficiente eleitoral que foi de 1700 votos (17.056 votos). O PMDB entende que essa regra vale para o titular e não para o suplente. Muri, ex-vereador, do bairro de Brigadeiro Tobias, do PRP, não faz parte da coligação da Cíntia de Almeida, mas entende que a vaga de suplente é do vereador e não da coligação, ou seja, entende que ele deve assumir. Fábio Simoa alcançou mais de 3 mil votos e por ser do PTN, que foi da coligação do PMDB, entende que deve assumir a vaga.

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