Fatos da história devem estar acima das ideologias

O acervo do presidente Michel Temer – que reúne objetos doados a ele durante seu mandato, documentos de viagens, correspondências, mensagens, fotos e presentes recebidos durante seus dois anos como presidente, que termina no dia 31 de dezembro – estará sediado em Itu, o Berço da República Brasileira.

A iniciativa partiu do próprio Temer e foi abraçada pela Faditu (Faculdade de Direito de Itu), instituição onde o presidente já atuou como professor e mantém relação de amizade com o diretor geral da instituição, Mário Duarte. O local especialmente reformado para abrigar o Centro de Memória Presidente Michel Temer teve os custos das obras da própria Faditu e da Fundação Ulysses Guimarães, possui 211 metros quadrados e terá mais de 76 mil itens, sendo 526 peças museológicas, 47.392 e-mails, 24.246 cartas, 1.129 audiovisuais, 2.349 bibliográficos e 1.154 textuais, que incluem discursos, diplomas, textos avulsos, certificados, relatórios e clipping.

Mas no meio de todos os itens, há um presente no acervo que chama a atenção: uma roupa que Temer recebeu durante uma visita ao Cazaquistão. A peça é feita de pele de urso e decorada com fios de ouro (foto). No acervo ainda estão as medalhas que Temer recebeu durante o seu mandato e os presentes que Marcela Temer ganhou. Antônio Lessa, Diretor de Documentação Histórica que auxiliou na organização do acervo, explica que os presentes foram objetos que Temer ganhou de forma pessoal e não como Chefe do Estado.

Temer é o presidente e isso é fato inconteste. Qualquer ideologia deve estar fora dessa percepção. Gostar ou não de suas medidas. Apoiar ou não a forma como ele se tornou presidente. Enfim, a relação de qualquer brasileiro com o presidente não pode ser maior do que a instituição chamada Presidente da República. Portanto, respeito é o mínimo a se ter diante da iniciativa de Temer prontamente abraçada pela Faditu.

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