Foco na legalidade em relação a invasão e baderna

A gestão do secretário estadual de Habitação, o sorocabano Flávio Amary, vai começar quando tomar posse o governo Dória em 1º de janeiro de 2019, mas ele resolveu tratar de alguns temas com antecedência. Por isso, na última quarta-feira, ele se reuniu com o secretário municipal de Habitação de São Paulo, Fernando Chucre, e lideranças do chamado Movimentos de Moradia do Estado de São Paulo.

Como presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Flávio Amary se relacionava com o chamado mercado. Ou seja, com a categoria empresarial da sua área, com organismos financiadores da habitação e com as principais lideranças políticas do Brasil nas esferas do Executivo, Legislativo e Judiciário. Agora do outro lado do balcão, seu leque de relações se ampliaram.

Relato da publicação ONG Associação Vermelho (www.vermelho.org.br), sobre essa reunião, afirma que o “secretário de Dória falou de sua trajetória no mercado imobiliário e que pretendia trazer sua experiência para o setor público”. Num outro trecho, a publicação explicou que Flávio Amary “enfatizou muito o cumprimento da legalidade por parte dos movimentos em relação a invasões e baderna”.

Num outro trecho, ficou claro que “poucos representantes dos movimentos falaram, em virtude do pouco tempo” e aproveitaram o espaço para “abordar a questão do edital de parceria com as Entidades construído com governo França, mudanças no Conselho Estadual da Habitação para seu melhor funcionamento e o papel da CDHU na produção habitacional, que foi muito diminuído ao longo dos anos, além de uma maior mediação da Secretaria em relação aos conflitos fundiários”.

Na sua resposta, segundo o relato da Associação Vermelho, “Flávio Amary procurou se esquivar das questões do Conselho de Habitação, o Edital de Parcerias e conflitos fundiários”. Porém, reconhece o relato da ONG, “ele disse de sua disposição de diálogo com os movimentos, como nessa reunião que aconteceu por sua iniciativa e antes da posse do novo governo do Estado”.

No fechamento “da breve reunião”, relatou a ONG, “o secretário pediu que as organizações presentes elaborassem, se possível, um documento/pauta comum para apresentar na segunda quinzena de janeiro, assim como ter audiências com todas elas”.

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