Habitação retoma protagonismo

Com o corte de 98% dos investimentos no programa Minha Casa Minha Vida feito pelo governo federal, a secretaria de Habitação do governo do Estado de São Paulo, pilotada pelo sorocabano Flávio Amary, viu um novo modelo para tirar do papel e construir 6.600 casas no Estado: devolver o protagonismo à empresa pública CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo).

O governador João Dória Júnior confirmou em sua conta no Twitter na manhã de hoje essa decisão que vai beneficiar diretamente as cidades de Itapetininga, Porto Feliz e Pilar do Sul, na Região Metropolitana de Sorocaba.

O secretário Flavio Amary explicou aos prefeitos e representantes municipais de 71 cidades, durante encontro virtual realizado ontem, que mudança no formato vai conferir mais agilidade nas obras. A previsão anterior era de que a Caixa Econômica Federal seria responsável pela construção e pelo financiamento das casas. Para que a produção dos empreendimentos seja feita de forma mais rápida, a CDHU assumirá a construção que será executada em duas etapas. Na primeira fase, será realizada a urbanização dos lotes com pavimentação e implantação de água e esgoto e outros itens. Na sequência será feita a edificação das unidades habitacionais.

“Mudamos o modelo de atendimento habitacional. Inovamos o processo com o objetivo de acelerar a implantação dos novos imóveis. A grande novidade é que primeiro urbanizaremos as glebas apresentadas pelos municípios para, na sequência, promover a edificação das casas. Foi um árduo trabalho onde buscamos alternativas para conseguir viabilizar essas novas moradias e estamos muito confiantes de que o projeto terá êxito. Para isso contamos com a retaguarda do governador João Doria e do vice-governador Rodrigo Garcia que mobilizaram recursos para a implantação do programa”, disse o secretário.

O presidente da CDHU, Reinaldo Iapequino, e de diretores da companhia explicaram que “este novo formato vai ser mais rápido para implantação dos projetos. É uma novidade, que terá um prazo curto para execução das obras. A expectativa é que no máximo em seis meses devemos estar com os lotes implantados. É uma experiência que antecipa investimentos nesse momento tão complicado, por isso buscamos uma estratégia de atuação mais ágil, inclusive as moradias já foram sorteadas. Agora é só dar andamento no trabalho para garantir as obras”, disse o presidente da CDHU.

As casas terão dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e lavanderia e serão entregues com pisos cerâmicos com rodapé e laje de concreto em todos os cômodos, azulejos nas paredes hidráulicas, estrutura metálica nos telhados e sistema gerador de energia fotovoltaica.

Os sorteios para a seleção das famílias já foram realizados em 2020 quando o governo federal ainda era responsável por financiar as obras e serão mantidos para esta nova modalidade, onde quem assumiu os custos foi o governo paulista. O financiamento dos imóveis seguirá os critérios da CDHU e as novas diretrizes da Política Habitacional do Estado, que preveem juros zero para famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos. Assim, as famílias pagarão praticamente o mesmo valor ao longo dos trinta anos de contrato, que sofrerá apenas a correção monetária calculada pelo IPCA, o índice oficial do IBGE.

As 6.600 novas unidades estão distribuídas nas regiões de Araçatuba (867 unidades), Barretos (528 uhs), Bauru (442 uhs), Campinas (643 uhs), Central (164 uhs), Franca (323 uhs), Itapeva (264), Marília (487 uhs), Presidente Prudente (602 uhs), Registro (360 uhs), Ribeirão Preto (408 uhs), São José do Rio Preto (756 uhs), São José dos Campos (36 uhs) e Sorocaba (720 uhs).

Cidades onde serão construídas as 6.600 moradias:

Agudos F (103 uhs); Alfredo Marcondes E (9 uhs); Anhumas F (48 uhs); Areiópolis E (73 uhs); Auriflama F (170 uhs); Auriflama G (130 uhs); Bady Bassit B (115 uhs); Bálsamo B (20 uhs); Barra do Chapéu B (48 uhs); Boracéia G (30 uhs); Borborema E (24 uhs); Borebi D (58 uhs); Caconde F (33 uhs); Cajati D (65 uhs); Campos Novos Paulista C (43 uhs); Canitar C (121 uhs); Casa Branca K (189 uhs); Castilho E (128 uhs); Charqueada C (40 uhs); Corumbataí D (46 uhs); Cosmorama F (54 uhs); Cristais Paulista D (149 uhs); Cruzália B (130 uhs); Divinolândia C (80 uhs); Dourado B (73 uhs); Estrela D’Oeste I2 (53 uhs); General Salgado E (70 uhs); Guaíra J (232 uhs); Guará F (174 uhs); Guaraci B (225 uhs); Guarantã E (152 uhs); Guaratinguetá G (36 uhs); Herculândia D (52 uhs); Iaras C (161 uhs); Icém E (140 uhs); Indiaporã I (10 uhs); Itapetininga L (77 uhs); Itapira Q (41 uhs); Itapuí C (69 uhs); Itatinga H (127 uhs); Jaborandi G (71 uhs); Joanópolis D (135 uhs); José Bonifácio E (18 uhs); Juquiá E (35 uhs); Lucélia G (60 uhs); Maracaí F (89 uhs); Mirandópolis D (256 uhs); Nova Europa E (67 uhs); Nova Independência H (30 uhs); Pacaembu F (29 uhs); Pauliceia D (132 uhs); Pedranópolis F (48 uhs); Pilar do Sul D (68 uhs); Piracaia C (79 uhs); Planalto E (83 uhs); Pongaí F (30 uhs); Pontal D (205 uhs); Porto Feliz E (197 uhs); Pratânia E (17 uhs); Presidente Venceslau G (65 uhs); Queiroz D (52 uhs); Registro E (260 uhs); Riversul E (216 uhs); Rosana F (100 uhs); Rubineia D (60 uhs); Sagres E (50 uhs); Sales F (20 uhs); Sandovalina D (109 uhs); Santa Fé do Sul H (52 uhs); Santa Rosa de Viterbo G (203 uhs); Turmalina E (26 uhs).

 

Comentários

Leia também