Não adianta chorar depois, tem de ser ativo na hora de discutir o Plano Diretor que define o futuro que se deseja de cidade

Há muita gente usando as redes sociais para externar um assunto que domina os bastidores da cidade: o desmatamento de um trecho da estrada que liga a marginal da rodovia Raposo Tavares até bairros da zona oeste como Júlio de Mesquita, Central Parque, Santa Bárbara…

O que me chamou a atenção foi um sorocabano ter feito a seguinte indagação em sua postagem do tema: Como puderam deixar um empreendimento imobiliário destruir essa rua, que era pura poesia?

Obviamente que não há nada de ilegal no que o dono da área fez. Ele obviamente atendeu aos requisitos da lei. Obviamente que alguém que não cumpre a lei em algum momento terá a obra embargada, mesmo que ela esteja pronta.

Portanto, quem deixou o empreender limpar a área para erguer a edificação que projetou foi a sociedade sorocabana. Isso mesmo. Toda legislação passa por um mecanismo chamado Plano Diretor. Ele define para onde uma cidade pode crescer e de que maneira. A prefeitura elabora esse plano, mas o poder é na realidade dos vereadores. Eles fazem o que desejam e aprovam o que mais lhe parecem adequado. E foram os vereadores, portanto, que autorizaram o fim dessa rua e de tantas outras.

Fica a dica: não adianta chorar quando a lei está pronta!

Que o sorocabano se desperte para o que mais vem por ai.

O Instituto Defenda Sorocaba, uma entidade sem fins lucrativos comandada pelo empresário Sérgio Reze, faz um pergunta que não se cala: que cidade o sorocabano deseja?

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