O fato de ser interino não pode ser impedimento para o presidente fazer o que julga certo neste seu mandato

Rafael Romão Silva, Produtor Criativo (TV) na empresa LOCAL TV Sorocaba, escreveu uma postagem em seu facebook hoje (30/05) pela manhã e em respeito aos meus ouvintes e leitores decidi falar a respeito. Rafael fez uma afirmação que não corresponde ao que disse e, muito menos, ao que eu penso.

No que me diz respeito, em sua postagem, escreveu Rafael: “O dia mal começou e: Já peguei o Deda Benette a esbravejar que o país está com uma política externa corretíssima. Trata-se de “não quero me relacionar mais com África, Venezuela; quero me relacionar com a Europa”. É basicamente abandonar um poliamor; entraremos novamente numa monogamia abusiva onde já sabemos quem apanha.”

O que disse e repito, num diálogo onde fui bastante contestado por José Roberto Ercolim, âncora do Jornal da Ipanema (FM 91,1Mhz), durante a coluna O Deda Questão, é que o fato de ser interino (o que deixará de ser apenas ao final do julgamento do processo da presidente afastada Dilma Roussef no Senado federal, o que uns dizem que vai até agosto e outros até novembro no prazo limite previsto em lei) não pode ser empecilho para ele governar, ou seja, para tomar decisões que julgue correta, ele, Temer, julgue correta. E no que diz respeito à política externa, ele e o ministro José Serra entendem que romper, diminuir ou cortar relações com Venezuela, Bolívia e países da África é o correto. Priorizar relações com os Estados Unidos, China e Europa é o correto. Não sou eu quem acho correta essa decisão deles. Mesmo porque é insignificante o que eu penso neste contexto. Volto a dizer, quando dentro da legalidade e na abertura do caminho da legitimidade, posso não concordar com o que o outro pensa, mas sempre respeitarei que tenha e expresse sua opinião. Voltaire é quem cunhou primeiramente o sentido dessa expressão.

Que fique claro e evidente, acho sim que um governo (mesmo que interino, mesmo que tenha chegado ao poder de forma contestada, mesmo que não tenha o sagrado voto) deve governar. E governar é fazer escolhas. Seria inadmissível ter um governo interino esperando por alguma unanimidade para decidir.

Então, está claro que acho corretíssimo que o governo faça o que ele ache certo e o que ele acha que é certo não é necessariamente o que eu penso?

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