Para justificar sua pressa em encerrar entrevista que concedia ao vivo por telefone de Brasília, prefeito afirma que estava de cuecas, com bafo e que iria tomar banho e fazer a barba antes de novas reuniões. Ele, de novo, detona o seu antecessor

CrespoFajuta

No rodízio que faz semanalmente nas entrevistas ao vivo que concede às emissoras de rádio de Sorocaba, na manhã de hoje o prefeito Crespo concedeu direto de Brasília entrevista à Cruzeiro FM. Ele já havia dito que as chaves do Residencial Carandá serão entregues entre os dias 25 e 31 de março, havia explicado que o governo federal garantiu R$ 21 milhões para escola e creche no local e que uma carta da secretária nacional da Habitacional será necessário para deixar o governo federal fora do TAC do Carandá (leia postagens anteriores), enfim, havia vendido o seu peixe. Estava claramente entusiasmado. Quando, ai foi minha percepção, para justificar a pressa para encerrar a entrevista deixou os jornalistas Fábio Andrade e Fernando Guimarães, digamos, surpresos ao afirmar que estava de cuecas e com bafo e que ainda precisava tomar banho e fazer a barba para descer ao restaurante do hotel e se encontrar com os três secretários que o acompanham para tomar café e seguir para as reuniões do dia. Fernando Guimarães, tentando manter a sobriedade que marca o jornal da emissora, teve o insight de brincar dizendo que esperava que ele estivesse também de roupão.

Tirando a graça da forma como encerrou a entrevista, me chamou a atenção a insistência com que Crespo detona o ex-prefeito Pannunzio. Eufórico ao revelar a data da entrega das chaves do Residencial Carandá, Crespo afirmou que então haverá a inauguração verdadeira do local, pois o que houve foi uma inauguração fajuta (sic) feita pelo prefeito Pannunzio que nem conseguiu reunir o Ministro das Cidades e o Governador de São Paulo na cerimônia, este último cancelou em cima da hora sua presença. E, mais, em tom ainda mais pesado, Crespo afirmou que Pannunzio prevaricou (no dicionário, isso significa: No âmbito jurídico e político, por exemplo, prevaricar é um termo usado para representar o abuso de poder praticado por determinada autoridade, que provoca injustiças sociais e prejuízos ao Estado. No setor jurídico, a prevaricação – ação de prevaricar – é considerada um crime funcional, ou seja, que é praticado por um funcionário público contra a própria Administração Pública) em relação ao Residencial Carandá.

Leitores deste blog, em comentários, por mais de uma vez desaprovam este comportamento de Crespo. Uma dessas leitoras, Renata Alvarenga, no meu entender resume o sentimento de muitos sorocabanos: Está bem, a cidade já sabe que a administração passada não foi bem, mas é hora de olhar para a frente, trabalhar e parar de criticar o passado.

FOTO: O deputado federal Vitor Lippi, o então prefeito Pannunzio e a vice-prefeita Edith Di Giorgi, em dezembro de 2016, simbolicamente entregam apartamento à moradora sorteada. A entrega real será finalizada após a assinatura do TAC entre MP, Prefeitura e governo de São Paulo.

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