Por que estamos com este assédio tão forte de pedintes nas ruas e avenidas de Sorocaba?

Freqüentemente, nas últimas semanas, tenho sido alvo dessa pergunta por pessoas de diferentes tipos. Na última vez em que o prefeito Pannunzio esteve na coluna O Deda Questão na rádio Ipanema (FM 91,1Mhz) eu abordei este tema com ele. No programa O Deda Questão na ITV (Canal 24 da NET) também falei deste tema com Mazé Lima, a secretária da área social da administração pública anterior a atual. Eu, confesso, vejo que o problema se agravou na mesma proporção que a crise econômica se instalou e, principalmente, com o fechamento dos leitos dos hospitais psiquiátricos.

O prefeito Pannunzio reconhece que o problema existe e culpa a generosidade dos sorocabanos que dão dinheiros para os mendigos como o responsável por este problema. E confesso que há um fundo de verdade nisso. Eu mesmo, há alguns anos, conversei com uma dessas pessoas que pedem dinheiro e ele vinha de São Paulo todo dia, pagando passagem de ida e volta do Cometa de R$ 50,00 e mesmo assim guardava diariamente R$ 200,00. Os exemplos são vários. Não há quem nunca tenha sido abordado por uma senhora ranzinza perto da rodoviária!

A professora Mazé Lima entende que o problema hoje está na política adotada pela titular da pasta social, a vice-prefeita Edith Di Giorgi. Mazé afirma que tinha em sua equipe membros de ONGs que abordavam e explicavam aos mendigos que eles tinham que procurar algo para a vida deles e que o poder público estava disposto a ajudar. Hoje, afirma Mazé, fizeram concurso público e as pessoas que passaram não gostam de abordar esses mendigos e para evitar problema facilitam a vida deles para ficar onde estão.

A vice-prefeita Edith Di Giorgi, secretária de Desenvolvimento Social, irá participar da sessão ordinária da Câmara de Vereadores na próxima terça-feira (06/10) para tratar da questão dos convênios da Prefeitura com as entidades e terá a chance de rebater essas críticas de tolerância de sua atuação em relação ao crescente números de pessoas nos semáforos da cidade.

O fechamento de leitos psiquiátricos, aliás, foi tema de uma das discussões em plenário na Câmara de Veradores hoje (01/10/15). O vereador Rodrigo Manga (PP), relatando visita da CPI dos Convênios ao Hospital Psiquiátrico Vera Cruz, afirmou que o hospital – que conta atualmente com 496 pacientes internados – “está à beira do colapso”. O vereador voltou a afirmar que o TAC (Termo de Ajuste de Conduta) feito com o Ministério Público para desinternação de pacientes psiquiátricos foi malfeito, uma vez que são investidos quase R$ 2 milhões por mês nesse processo e apenas 16 pacientes até agora voltaram efetivamente para suas famílias – mesmo assim, segundo o vereador, alguns desses pacientes estão colocando em risco suas famílias e própria vida, tentando agredir parentes. O vereador alertou que estão acabando os alimentos e os medicamentos do Hospital Vera Cruz e seus médicos anunciaram greve para esta quinta-feira, 1º. Rodrigo Manga defendeu que os governos federais, estadual, municipal e o Ministério Público refaçam o TAC.

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