Prefeito de Sorocaba enfrenta manifestantes à maneira Mário Covas e desperta o debate involuntário sobre se ele agiu certo ao explodir ou deveria ter “dobrado” seu público

O prefeito Pannunzio perdeu a paciência com um grupo de manifestantes que na cerimônia de inauguração de um ginásio no bairro Nilton Torres, no Cajuru, usaram panelas, cartazes, cornetas e nariz de palhaço e atrapalhou a fala das autoridades. O prefeito, bem ao estilo do ex-governador Mário Covas e um dos principais líderes tucanos e políticos do Brasil, saiu do local da cerimônia e se dirigiu até os manifestantes para tirar satisfação. Claro que houve bate- boca com os moradores. Pannunzio afirmou que aquele barulho todo “não é democracia, mas é baderna.” Os moradores reclamam principalmente porque a avenida Paraná está com as obras de duplicação paralisadas há anos e sem sinalização. O transtorno é sem fim ali.

Foi ao estilo de Covas o comportamento de Pannunzio porque sempre que era contestado em público o ex-governador batia boca e discutia com os manifestantes. A questão originou, até involuntariamente, um debate sobre se a atitude do prefeito foi boa ou ruim. Muita gente entendendo que o prefeito perdeu a chance de “dobrar” aquele público, ou seja, enganá-lo. Eu sou daqueles que entendem que o prefeito fez o que deveria fazer. Se mostrou mortal e que não tem sangue de barata. Acho que isso torna o político mais real e ajuda acabar com o senso comum de que o político deve dobrar (enganar) o eleitor.

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