Secretário afirma que tortura dos macacos para serem educados a ficar em ilha do zoológico está sendo investigada pela Corregedoria da prefeitura e vereadores decidem aguardar resultado para decidir o que vão fazer

O secretário de Meio Ambiente, Parques e Jardins, Jessé Loures, participou da sessão ordinária da Câmara Municipal desta quinta-feira, para esclarecer que a denúncia relativa à ilha dos macacos do Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, já está na Corregedoria do Município para análise.

O assunto veio à tona na coluna O Deda Questão (Jornal Ipanema – 91,1Mhz) quando revelou que o ambientalista e colunista da rádio, Gabriel Bitencourt, recebeu a denúncia de que para serem treinados a não deixar a ilha onde ficam no zoológico de Sorocaba, os macacos-prego levam caldo, ou seja, são torturados com a cabeça dentro da água.

Na última sessão ordinária, o vereador Vitão do Cachorrão (MDB), que é membro da Comissão de Meio Ambiente e de Proteção e Defesa dos Animais, repercutiu denúncia recebida pelo ambientalista Gabriel Bitencourt de que os macacos-prego do zoológico municipal estariam sofrendo maus-tratos. Segundo informado, os animais, como forma de treinamento, recebem um “caldo” na água que circunda a ilha para evitar fugas.

Diversos parlamentares se manifestaram, incluindo os demais membros da comissão de Meio Ambiente da Casa. A vereadora Iara Bernardi (PT) questionou o espaço destinado ao urso que, segundo informado, seria pequeno e insuficiente para o bem-estar do animal. E João Donizete (PSDB) – presidente da Comissão – cobrou uma melhor manutenção da infraestrutura do local e também uma solução para a questão da bilheteria.

Loures agradeceu a contribuição dos vereadores e da população com relação a demandas relativas ao zoológico, reforçando que todas as denúncias serão prontamente investigadas pela corregedoria. “Todos os assuntos que gerarem dúvidas devem ser investigadas. É uma determinação do Governo”, disse. O secretário informou ainda que o modelo de gestão do zoológico a ser adotado no futuro será antes apresentado e discutido em audiência pública.

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