Sorocabana defende educação livre e critica o Escola Sem Partido

A sorocabana Alinne Moraes – uma das atrizes de maior sucesso no horário nobre das novelas – usou suas redes sociais para criticar o projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados, chamado Escola Sem Partido. Bolsonaro havia sinalizado que escolheria como ministro da Educação o professor Mozart, do Instituto Ayrton Senna, e foi metralhado pela bancada evangélica. Enfim, o Escola Sem Partido, deverá avançar no futuro governo, eleito em outubro. Mas não sem críticas ou resistência.

Uma das 40 mulheres de relevância nacional que haviam se posicionado na campanha contra Bolsonaro (outras foram Patricia Pillar, Débora Falabella, Daniela Mercury, Alessandra Negrini, Gal Costa, Maria Ribeiro, Leandra Leal, Pitty, Bruna Marquezine, Sasha Meneghel…), Alinne Moraes publicou uma foto ao lado de seu professor, mestre em artes cênicas e na legenda falou sobre a própria mãe, professora de educação artística, e do quanto o “’Escola Sem Partido” fere a liberdade do acesso ao conhecimento e à cultura. Sua publicação rendeu mais de 12.300 curtidas, o que é bastante, ou seja, uma pequena amostra de que as atitudes extremas do futuro governo terá um alerta daqueles que defendem a liberdade acima de tudo.

Leia o que a sorocabana escreveu na foto aqui reproduzida: “Minha mãe é professora de educação artística. Em casa, sempre admirei o jeito como escolhia e desenvolvia suas aulas para alunos de primeira série até o colegial. Foi com ela que aprendi sobre formas, pré história, folclore, teatro, música e tenho guardado tantas outras lembranças que fazem de mim o que sou hoje. A arte desenvolve o pensamento artístico, sua sensibilidade, percepção e imaginação, o aluno se percebe tanto ao realizar quanto o apreciar e conhecer as formas produzidas por ele, pelos colegas, pela natureza e pelas diferentes culturas. A arte estimula o lado emotivo e afetivo das crianças que trabalham seu lado artístico e criador. Ela precisa ser livre pra tocar e provocar a sociedade a pensar, discutir, discordar, crescer e a respeitar. Essa foto, é do meu professor, mestre em artes cênicas. Antonio Amancio. O amo pq me apontou o caminho que desde então sigo, ele deu sentido a minha vida e me ensinou tudo sobre a profissão. Serei eternamente sua aluna, a mesma que escutava suas aulas aos 17 anos atenta com os olhos vidrados cheio de respeito e admiração. A “Escola sem partido” fere a liberdade do acesso ao conhecimento e à cultura. Ela fere a história! Obrigada aos mestres da minha vida!”, legendou.

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