Vereadores têm bate-boca com acusações de homofobia e cristofobia

Como determina o artigo 127 do Regimento Interno da Casa (Resolução nº 322, de 18 de setembro de 2007), a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) foi a única matéria na pauta da 38ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores de hoje.

Porém, fora da votação há espaço regimental para que os vereadores se posicionem sobre o que bem entenderem. E o vereador Luís Santos, que é pastor evangélico, se auto intitula conservador e defensor dos valores cristãos, ocupou a tribuna para cobrar do Poder Executivo um posicionamento sobre, palavras dele, como pode ser lido na íntegra do seu depoimento abaixo, “uma prova na disciplina de Sociologia do 2º de uma escola municipal onde a professora faz questão sobre gay com a intenção de jogar os alunos contra Cristo e o cristianismo”.

A vereadora Iara Bernardi – que quando foi deputada federal atuava em prol da liberdade de expressão dos LGBTs, tendo inclusive sido homenageada na Câmara federal, ontem, durante sessão Solene em Comemoração ao Dia do Orgulho LGBTI+, realizada pela Frente Parlamentar Mista pelo Respeito à Cidadania LGBTI+ e a Aliança Nacional LGBTI, que formaram uma parceria para a realização deste evento – não suportou ouvir a fala de Luís Santos. Ela tirou o microfone dele e pediu que calasse a boca não escondendo sua raiva pelo que dizia o vereador pastor.

Diante disso, pedi que cada personagem envolvido (Luís Santos, Iara Bernardi e presidente da Câmara) me enviasse o seu posicionamento sobre o que aconteceu.

Para Luís Santos, Iara faltou com o decoro.

Para Iara, não houve quebra de decoro, mas “legítima defesa dos Direitos Humanos”.

Para Fernando Dini, presidente da Câmara, foi um bate-boca restrito aos dois, e não à Instituição, e seria antiético tomar parte.

O posicionamento de cada um deles estão nas três postagens a seguir.

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