Colega do PC do B e do PT faltam e ex-deputada defende sozinha o não-impeachment

A ex-deputada federal e ex-vereadora Iara Bernardi (PT) participou hoje (8/4), da coluna “O Deda Questão”, no Jornal da Ipanema, da Rádio Ipanema, para defender o mandato da presidente Dilma Rousseff. Iara representou o Comitê de Resistência Democrática formado em Sorocaba para lutar para mostrar à sociedade um ponto de vista diferente daquele que domina os meios de comunicação. Uma representante do PC do B também era para estar presente na rádio e não compareceu. Glauber Piva, pré-candidato do PT a prefeitura de Sorocaba também iria, conforme anuncia Iara, mas teve problemas de agenda e não foi.

O comitê realizou uma manifestação na última segunda-feira (4/4), em frente à TV TEM – afiliada da Rede Globo. O grupo fechou um trecho da avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes e, com a ajuda de um carro de som do Sindicato dos Metalúrgicos, repetiu a frase “Não vai ter golpe              ”. Na manhã de hoje, o Comitê de Resistência Democrática havia programado uma manifestação da mesma natureza na porta da rádio Ipanema. Mas ao invés de ficar gritando “Não vai ter golpe” na rua, Kiko Pagliato sugeriu e o comitê aceitou o convite para dizer o mesmo no potente microfone da rádio Ipanema. Foram dezenas de manifestações e perguntas, a maioria contra o governo Dilma, que Iara respondeu dizendo que não há indícios de que Dilma tenha cometido crime: “Todos sabemos que é uma presidente honesta, que não cometeu nenhum ato de corrupção. Ela está sendo cassada por um grupo de deputados que, estes sim, têm problemas como o bandido do Eduardo Cunha”. Segundo a ex-deputada, o processo de impeachment deve ser considerado golpe, “pois não há crimes de responsabilidade da presidente Dilma”. Iara também criticou o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), classificando-o como “bandido” e “criminoso”. “É um criminoso conduzindo o processo de cassação da presidente”, disse. Iara também considerou “um ato de traição de Michel Temer” a postura do PMDB em relação ao impeachment da presidente. “Ele é muito mais neoliberal e restritivo do que qualquer um”, declarou. A ex-deputada criticou a atuação de alguns veículos de comunicação, chamando-os de “golpistas” e classificando como “parciais” a cobertura jornalística desses órgãos de imprensa sobre o impeachment.

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