Com que parte ficarão os mais carentes?

O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, compareceu à Câmara Municipal durante a sessão ordinária desta quinta-feira, 15, para entregar ao Legislativo sorocabano o projeto de lei de autoria do Executivo que deflagra o programa habitacional Casa Nova Sorocaba.

Esta foi uma das promessas da campanha eleitoral do então candidato Manga. Ela gerou polêmica e desconfiança à época com seus adversários se não dizendo, ao menos insinuando, que ele não iria fazer, que era promessa vazia, que ele estava enganando o eleitor. E no sexto mês do governo, a promessa dá o primeiro passo para se concretizar. Este será o “maior programa habitacional da história da cidade, com a previsão de atender mais de 14 mil famílias” disse Manga na manhã de hoje ao presidente da Câmara, Cláudio Sorocaba 1.

“A expectativa é que no final de novembro, ou início de janeiro de 2022, já possamos colocar a pedra fundamental do primeiro empreendimento do Casa Nova Sorocaba, que será no Jardim Tropical, com 1.044 unidades”, afirmou, adiantando que, nas próximas semanas, serão enviados novos projetos de lei sobre novos empreendimentos. A cada empreendimento, será necessário que a Câmara autorize.

Manga foi taxativo: “parte das casas ou apartamentos do programa será destinada, gratuitamente, às pessoas que não têm renda nenhuma ou moram em área de risco; outra parte será destinada a pessoas carentes que pagam aluguel” e a outra parte o empreendedor vai vender aos interessados e é de onde vai sair seu lucro. “É um programa que não depende de dinheiro público. A Prefeitura vai apenas ceder áreas institucionais para que a iniciativa privada, através de concorrência, construa casas e apartamentos”, explica o prefeito.

O presidente da Câmara agradeceu o prefeito Rodrigo Manga por protocolar o projeto de lei e disse que se trata de “um projeto de grande interesse da população de Sorocaba, pois a casa própria é o grande sonho de milhares de famílias que não têm onde morar. O projeto vai permitir que o primeiro empreendimento do programa seja construído e tenho certeza que será aprovado por esta Casa, pois a moradia é uma preocupação de todos os vereadores”.

Rodrigo Manga contou que para criar o Programa Casa Nova Sorocaba foi realizado um estudo sobre outros programas habitacionais pelo país, como os programas de São Paulo e Curitiba, buscando-se em cada um deles suas melhores características.

A Câmara Municipal já havia aprovado a lei que permite o uso de terrenos institucionais para fins habitacionais e a lei que cria o Programa Casa Nova Sorocaba, mas para cada liberação de um terreno para um novo conjunto de moradia será juntada a liberação pela Câmara ao edital possibilitando o Edital de Chamamento.

Manga lembrou algo verdadeiro quando disse na cerimônia de hoje que o Programa Casa Nova Sorocaba é inovador, pois “os programas habitacionais do passado colocaram as famílias em áreas muito distantes, sem infraestrutura, a exemplo do Carandá, em que os moradores tiveram que lutar por melhorias, pois não tinham nada. As casas e apartamentos do Casa Nova Sorocaba serão construídos em áreas que já contam com infraestrutura, inclusive em áreas como o Campolim”, explica.

O prefeito garantiu, ainda, que os imóveis do novo programa habitacional terão um padrão de qualidade, com sacada e espaço de lazer, como piscina e brinquedos para as crianças. Infelizmente, os programas habitacionais dos governos não costumam dar aos mais carentes a dignidade dos que têm mais recursos. O Casa Nova Sorocaba é diferente”, enfatizou.

Uma pergunta

Apesar do entusiasmo de todos os presentes, incluindo os vereadores (Cláudio Sorocaba, João Donizeti Silvestre, Cristiano Passos, Fábio Simoa, Fausto Peres, Ítalo Moreira, Vinícius Aith, Nenê Silvano, Cícero João e Vitão do Cachorrão, que estavam fisicamente, e não virtualmente na Câmara) ficou sem resposta uma pergunta: Com que parte ficarão os mais carentes, aqueles que vão ficar gratuitamente com a moradia? Por exemplo, das 1044 unidades do Jardim Tropical, cujo a pedra fundamental será lançada entre novembro e janeiro de 2022, quantas serão vendidas e quantas serão dadas?

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