Covid deixa de ser o principal problema de saúde pública de Sorocaba

Os casos de Covid-19, vírus que disseminou a Pandemia de Coronavírus em todo o mundo, deixou de ser o principal problema de saúde de Sorocaba.

Essa afirmação é do padre Flávio Jorge Miguel Júnior, pároco da Santuário São Judas Tadeu, designado pelo Arcebispo Metropolitano para ser o presidente do Conselho da Administração da Irmandade da Santa de Misericórdia de Sorocaba, principal parceiro da Prefeitura de Sorocaba no gerenciamento das verbas destinadas a cuidar dos pacientes acometidos pela doença.

Sua manifestação foi emitida na manhã de hoje na entrevista que ele concedeu para mim no programa O Deda Questão na radioweb 365 (https://www.youtube.com/watch?v=cSi2Xt-Ul8Q).

Em que pese os dados (o Brasil registrou nesta terça-feira (5 de outubro) 686 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, com o total de óbitos chegando a 598.871 desde o início da pandemia; o Estado de São Paulo registrou 4.373.508 casos de Covid-19 durante toda a pandemia e 150.229 óbitos; o município de Sorocaba confirmou em todo esse período 85.323 e 2.825), o padre Flávio acredita que o pior passou.

Para justificar sua percepção, o padre usa os números ocupados de vagas em UTI Covid-19 da própria Santa Casa, ou seja, dos 40 leitos, apenas 8 estão com pacientes o que significa 20% de ocupação. No pior momento da pandemia, no final de abril e junho, faltavam leitos e havia fila de pacientes esperando vaga na UTI.

Hoje, explica o padre Flávio, são cinco doenças que mais afligem os sorocabanos e precisam ser resolvidas pelo poder público: as filas de pacientes esperando por cirurgias de Vesícula, Hérnia, Varizes, Cálculo Renal e Oncologia. O prefeito Rodrigo Manga espera até o final do ano colocar em andamento mutirões para zerar essas filas. No caso dos pacientes que precisam tirar pedras do rim, a própria Santa Casa ganhou licitação e vai cuidar desta fila. No caso de Oncologia, a Santa Casa aguarda a vinda do representante do governo estadual para anunciar uma parceria que promete melhorar o atendimento. Hoje, existe paciente desde fevereiro esperando para fazer a quimioterapia em razão de algum tipo de câncer.

O padre Flávio, porém, foi prudente em dizer que a Covid-19 é uma doença que veio para ficar e a sociedade terá de conviver com ela com a constante higienização das mãos, uso de máscara protegendo boca e nariz, mantendo distanciamento e frequentando locais arejados. A boa notícia é a eficácia da vacina para evitar a proliferação do vírus e as cápsulas anti-Covid que já está sendo comercializadas com autorização dos órgãos competentes.

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