Eleição para o CT teve lavagem cerebral do eleitor, mas isso não é crime e nem ilegal

O resultado da eleição para os novos integrantes do Conselho Tutelar apenas comprovou o que informei aqui: A eleição para o Conselho Tutelar de Sorocaba teve desorganização, filas, empurra-empurra porque virou guerra política e de poder religioso na cidade. A Igreja Quadrangular (do deputado federal Jeferson Campos, do deputado estadual Carlos Cézar e do vereador Apolo) teve 9 candidatas da própria igreja e para elegê-las como conselheiras eles fizeram uma operação de guerra no domingo (inclusive com confecção de material impresso). A Igreja Universal (do vereador sorocabano Irineu Toledo) teve 5 candidatos e o mesmo empenho de boca de urna no domingo passado. A Igreja Mundial (do vereador Rodrigo Manga) teve 2 candidatos (incluindo o chefe de gabinete dele). A Igreja Católica também teve uma representante, coube à irmã do vereador Anselmo Neto conquistar os votos católicos. Essa disputa por poder político e religioso criou um clima de guerra no local de votação (EE Professor Júlio Prestes, o Estadão), afinal de hora em hora apareciam grupo de tudo quanto é lugar para votar. Ouvi de pessoas que trabalharam nesta eleição que era visível que muitos dos eleitores, com o cabresto das igrejas, nem sabiam o que estavam fazendo lá: chegavam apenas com um envelopinho na mão com os “santinhos” (tava mais com cara de diabinhos com o perdão do trocadilho) em mãos, eram as colinhas recebidas ao término de cada culto no domingo.

O resultado disso é só o de constatar alguns fatos:

  • Houve lavagem cerebral do eleitor, mas isso não é crime e nem ilegal
  • Ninguém, nem imprensa e nem MP, conseguiram dado para ligar este fato a algum ilícito como o transporte de eleitores ao local de votação
  • O testemunho de pessoas (como as dezenas que se manifestaram neste blog) confirmando problemas tem força perante a lei.
  • Se não aparecer dado novo, o resultado da eleição será sacramentado com a vitória dos pastores.
  • Restará à sociedade ser vigilante para que o compromisso dos novos conselheiros seja com a lei e não com a crença ou fé de cada um.
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