Festinha infantil termina na polícia porque diretor do zôo teria levado bichos para animá-la

O veterinário Rodrigo Teixeira, diretor do Zoológico Municipal de Sorocaba, que posa calmamente com um tigre aí nesta foto para divulgar o reality “Dr. selvagem” que ele apresenta no Animal Planet (canal exibido apenas em emissoras à cabo), é apontado como o responsável por levar exemplar de uma Cobra Milho, de um Periquito Australiano e uma Cabra numa festa no Buffet Gira Parque localizado na rodovia Raposo Tavares em Sorocaba na noite de ontem (29/09). Uma investigação para saber o grau do envolvimento do veterinário neste caso está sendo conduzida pela Polícia Federal, Ibama e Polícia Militar Ambiental.

Este caso foi noticiado em primeira mão por mim, ao vivo, na coluna O Deda Questão no Jornal da Ipanema (FM 91,1Mhz). Ao final do programa, a assessoria de comunicação da Prefeitura solicitou o áudio do programa e A Corregedoria do Município instaurou um procedimento para saber se o diretor do zoológico está envolvido no caso e se os animais levados à festa são de propriedade do município ou eram particular de propriedade do veterinário.

Membros do Comitê Municipal de Defesa Animal, criado em 2012, que é parte integrante da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, receberam a denúncia da presença dos animais na festa no Buffet infantil e chamaram a Polícia Militar Ambiental que compareceu ao local às 21h10 e flagrou a existência de bichos na festa. O veterinário impediu os policiais de abrirem o porta-malas do seu carro e alegou que se tratava de bichos exóticos, portanto teriam a autorização da lei para serem levados a eventos como a festa de aniversário no Buffet infantil. Porém, a lei também determina que se algum animal é levado para este fim ele precisa de um documento chamado Guia de Transporte e se quem estiver com o animal for o proprietário ele precisa da Nota Fiscal de compra e de procedência do animal. O veterinário Rodrigo Teixeira não apresentou nenhum desses documentos no momento. A Polícia Militar Ambiental fez um TO (Termo de Ocorrência) e por lei tem um prazo de 24 horas para apresentar este TO numa Delegacia de Polícia para que seja instaurado um processo investigativo. Até às 15h de hoje (30/09) isso ainda não havia ocorrido. A Comissão dos Direitos de Defesa dos Animais da OAB-Sorocaba informou que este caso está sendo tratado em sigilo e não tem autorização de falar nada a respeito. Por se tratar de crime ambiental, a Polícia Federal e o Ibama também entraram na questão para apurar se de fato houve crime e o grau de envolvimento do diretor do zoológico no caso.

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