Irresponsavelmente, publicitário se aproveita de estar ao vivo na minha coluna na rádio para acusar falta de pagamento de campanha eleitoral sorocabana de 5 anos atrás. Isso se faz em juízo e com provas documentais

Tom

Riveton Soares da Silva, ou simplesmente Tom Soares, é um dos mais competentes e criativos publicitários que eu conheço e, certamente, um dos mais qualificados compositores de jingle para produtos e serviços que circulam em nossa sociedade e, principalmente, de campanhas eleitorais. Agora, mesmo, ele trabalha para um candidato da cidade de Oieiras de Portugal e para outro nos Estados Unidos. Para falar de sua história e especialmente de jingles que mudaram a opinião do eleitor sorocabano sobre em que candidato votar nas eleições para prefeito de Sorocaba dos últimos 20 anos é que ele foi convidado. E assim fez, falou do Jardim de Renato Amary, do Papagaio de Crespo de 2004, do Bóra Trabalhar de Crespo de 2016 e do Tamo Junto de Pannunzio e Lippi de 2012. Quando Tom chegou na campanha Renato Amary tinha 56 pontos e Pannunzio 13 e o resultado todos sabem. Pannunzio ganhou assim que o sorocabano acreditou que ele e Lippi, que saiu com super aprovação do governo, governariam juntos. Fato que também não ocorreu.

Foi neste momento de falar do Tamo Junto que Tom Soares resolveu desabafar, de improviso, pegando todos de surpresa, e cobrou Vitor Lippi, hoje deputado federal, de não ter pago pelo seu serviço na época. Disse que cobrou R$ 100 mil para o trabalho no 1º turno e mais R$ 100 mil pelo trabalho no 2º turno e que recebeu apenas R$ 30 mil. Disse que procurou Lippi para cobrar essa dívida no Parque Tecnológico quando o hoje deputado comandou essa empresa pública e que fez outras cobranças sem nunca ser atendido.

Confesso que na hora não me dei conta e, portanto, não tive agilidade para rebater Tom no programa. Estava engraçado. Clima propício para piadas. Mas agora, quando penso e escrevo sobre o assunto, vejo que Tom agiu irresponsavelmente e se aproveitou de estar ao vivo para constranger quem não tinha chance de defesa, o que se faz em juízo e com provas documentais.

Quando não havia lei para regulamentar as transações comerciais no Brasil, e quem me lembrou disso foi Kiko Pagliato, o cobrador colocava uma pessoa vestida de Coringa (Palhaço) na porta da casa do cobrado para constrangê-lo. Tom fez isso hoje, usando o espaço da coluna O Deda Questão da rádio para isso de maneira inadvertida.

O outro lado

David Vannucci, que acompanha a página do deputado Lippi no Facebook, perguntou na fanpage de Lippi: “Olá Equipe VL! Sobre a afirmação do compositor, cobrando 170 mil ao vivo na rádio Ipanema, o fato é verdadeiro?” E teve como resposta: “Obviamente é mentira. Alguém ficaria 5 anos calado sobre uma dívida desse valor? O deputado nem foi o candidato em 2012, não coordenou a campanha e não tem nenhuma relação com o cidadão. Estamos convictos que a mentira dele é insustentável. Equipe VL.”
Conversei com Lippi e ele estava indignado com o que aconteceu. Reconheceu que Tom é um gênio enquanto publicitário, mas muito complicado como pessoa e que pelo fato de sempre trata-lo bem acredita que isso tenha provocado alguma confusão afinal, afirmou Lippi, “nunca tratei de dinheiro de campanha com ninguém, eu não era candidato em 2012 e não era o coordenador da campanha. Isso era responsabilidade do João Leandro.”

Conversei também com João Leandro da Costa Filho, presidente do diretório municipal do PSDB e que coordenou a campanha de Pannunzio em 2012. Ele afirmou que Tom “foi contratado pela produtora da campanha publicitária, ou seja, a campanha contratou Édson Higo que, por sua vez, contratou Tom. Na contabilidade da campanha de 2012 as contas estão quitadas. Agora se esse cidadão alega que algo ainda lhe é devido, ele deve reunir documentação e fazer essa cobrança de maneira formal e de quem o contratou. Essa atitude dele, de usar a rádio, faz pensar se é o caso do diretório registrar denúncia na polícia, pedindo que ele apresente provas, e se o caso de acioná-lo na justiça uma vez que ele usou um dos programas de maior audiência da rádio sorocabana, o prestigiado O Deda Questão, para caluniar quem não deve nada.”

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