MP decide impugnar as candidaturas suspeitas na eleição do Conselho Tutelar de Sorocaba

O resultado da eleição para os novos integrantes do Conselho Tutelar comprovou o que informei aqui em primeira mão: A eleição para o Conselho Tutelar de Sorocaba teve desorganização, filas, empurra-empurra porque virou guerra política e de poder religioso na cidade. Mas o Ministério Público foi além e viu que as irregularidades neste processo eleitoral também foram cometidas pela criação de chapas por associação de bairros e pela reeleição de conselheiros que atuam há mais de quatro anos no Conselho Tutelar.

A realização de uma nova eleição não é opção do Ministério Público. Os acusados serão citados e terão tempo para fazer sua defesa. Se o MP entender que na defesa eles estão dentro da lei, vai homologar o nome deles. Mas se entender que descumpriram o que manda a regra serão eliminados e serão chamados os candidatos que estão na sequência dos que tiveram a candidatura impugnada.

A Igreja Quadrangular (do deputado federal Jeferson Campos, do deputado estadual Carlos Cézar e do vereador Apolo) teve 9 candidatas da própria igreja e para elegê-las como conselheiras eles fizeram uma operação de guerra no domingo (inclusive com confecção de material impresso). A Igreja Universal (do vereador sorocabano Irineu Toledo) teve 5 candidatos e o mesmo empenho de boca de urna no domingo passado. A Igreja Mundial (do vereador Rodrigo Manga) teve 2 candidatos (incluindo o chefe de gabinete dele). A Igreja Católica também teve uma representante, coube à irmã do vereador Anselmo Neto conquistar os votos católicos.

Essa disputa por poder político e religioso criou um clima de guerra no local de votação (EE Professor Júlio Prestes, o Estadão), afinal de hora em hora apareciam grupo de tudo quanto é lugar para votar. Ouvi de pessoas que trabalharam nesta eleição que era visível que muitos dos eleitores, com o cabresto das igrejas, nem sabiam o que estavam fazendo lá: chegavam apenas com um envelopinho na mão com os “santinhos” (tava mais com cara de diabinhos com o perdão do trocadilho) em mãos, eram as colinhas recebidas ao término de cada culto no domingo.

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